Ontem falei sobre isso com o Emilson, do RSC. Pensei em revirar minhas revistas de RPG antiquíssimas para ler sobre o assunto, mas preferi buscar na net, pois com certeza encontraria algo do gênero. Encontrei, porém, eu vou citar primeiro os tipos de jogadores que temos em Acaraú e depois, no mesmo post, falar sobre outros tipos de jogadores
Vamos aos exemplos:
O indeciso: Esse tipo de jogador é aquele que nunca sabe o que fazer, seja por ter medo das conseqüências do jogo, ou por estar, simplesmente, perdido demais para poder saber o que fazer.
- Cena Comum: Quando questionado sobre o que vai fazer na cena, o jogador responde simplesmente: “Ai, ai, ai, o que faço agora?”
O sabichão das regras: O terror do mestre, esse jogador é, geralmente, um mestre “aposentado”, ou um jogador que já leu o livro do jogador e de regras pelo menos umas duas vezes. Dessa forma, O sabichão das regras sente-se no direito de contestar o que ocorre no jogo e de citar regras que o mestre não está aplicando. Sem dúvidas, é o jogador que mais dificulta o andamento do jogo.
- Cena Comum: Discutindo com o mestre, fala: “Mas de acordo com o Livro do Mestre, página 122, você tinha de rolar um dado para ver a chance de a arma quebrar!”
O perguntador: Esse tipo de jogador é aquele que pergunta a mesma coisa, dezenas de vezes, para todos os NPCs que encontra no caminho, chegando a ser irritante (principalmente para o mestre).
- Cena Comum: Para todo NPC falante encontrado no jogo, surge a mesma pergunta: “Você sabe como faço para chegar na grande árvore dos frutos vermelhos?”
O impulsivo: O tipo de jogador mais amado pelo mestre de jogo, O Impulsivo é aquele que age sem pensar nas conseqüências para o grupo, ou para si mesmo; gosta mesmo é de ação.
- Cena Comum: O mestre narrava: “Vocês encontraram uma poção de cor parda, cujo…”, quando o Impulsivo interrompe: “Eu bebi!”
O perdido: Facilmente encontrável entre jogadores iniciantes, o perdido é aquele que nada sabe sobre as regras e, até mesmo, sobre o que está acontecendo.
- Cena Comum: Quando questionado sobre o que fará, responde: “Quem? Eu?”
O engenheiro de personagens: Esse é aquele jogador que passa horas debruçado sobre o livro de regras, criando seu personagem. Sabe, como poucos, como criar um personagem perfeito, e facilmente o fará se o mestre não estiver atento à sua construção.
- Cena Comum: Colocando essa desvantagem aqui (Senso de Dever para com raposas selvagens) poderei aumentar minha força, ou o clássico, em uma variação apelona, vou comprar Empatia com Animais para ter o bônus em Medicina e Cirurgia.
O puxa-saco: Personalidade comum, não somente no mundo dos RPGs, o puxa-saco procura, a todo tempo, bajular o mestre para conseguir concessões e, quem sabe, ter o mesmo status da namorada/pretendida do mestre.
- Cena Comum: É sempre o primeiro a rir, seja qual for a piada contada pelo mestre.
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Bem, aqui em Acaraú temos esses tipos de jogadores [no meu ponto de vista] e eu não citei nomes justamente para que eles reflitam e vistam suas carapuças [kkk]. Mas existem outros tipos de jogadores. Alguns espécimes que não temos em nossa fauna acarauense de jogadores. Pelo menos eu acho que não. E são os seguintes:
O bom-vivant: É o jogador que não se preocupa com nada mais, a não ser a diversão do jogo. Não importa se possui o melhor, ou o pior personagem, quer, apenas, divertir-se jogando RPG.
- Cena Comum: Quando o grupo entra em discussões, sempre se oferece para resolvê-las e continuar, logo, o jogo.
O sentimental: Esse tipo de personagem apega-se sempre ao lado sentimental de cada cena. Se alguém é atingido, preocupa-se com a dor, se um NPC o agrada, logo quer manter maiores relações.
- Cena Comum: O mestre narrava: “Vocês caminhavam pela floresta e encontraram…”, quando o sentimental interrompe: “A vista era bonita?”
O palhaço: Essencial para deixar as partidas mais divertidas, o palhaço está no jogo, apenas, para divertir-se e “mostrar-se” para os demais jogadores. Possui muitas idéias sobre o que fazer, sendo que, estas, estão sempre buscando a risada como ponto final. Seria um excelente Malkaviano.
- Cena Comum: Durante o jogo, ele sempre atrai a atenção por brincar constantemente com as miniaturas.
O kamikase: Esse tipo de jogador não possui amor por seu personagem e quer, tão somente, fazer, no RPG, as coisas mais impossíveis que vc pode imaginar, de preferência, aquilo que seria impossível na vida real.
- Cena Comum: Quando as coisas dão errado, ele diz: “Vou entrar naquela caverna e acabar com o dragão! Quem vem comigo?”
O medroso: Extremo oposto do Kamikaze, este é o jogador que escolhe ser mago, simplesmente para ter uma desculpa para não se arriscar. Raramente voluntaria-se para qualquer ação mais perigosa, do que beber uma poção de cura.
- Cena Comum: Quando a coisa aperta, é sempre o primeiro a correr.
A namorada/pretendida do mestre: Jogador imbatível, possui todas as concessões necessárias para o sucesso. Seu padrão de personalidade de jogo não importa muito, pois possui um aliado onipotente, que poderá salvá-la de todos os perigos.
- Cena Comum: O mestre mente a respeito do resultado de uma jogada de dados oculta, pois, afinal, sua vida não é só RPG!
O sortudo: É aquele jogador que insiste em tirar sucessos decisivos nas batalhas mais importantes. Tratado como rei entre os outros jogadores, sua sorte geralmente irrita o mestre de jogo.
- Cena Comum: O jogador é um humano e mata, sozinho, um vampiro, graças à sua sucessão de sucessos decisivos.
Os Lawful Good e os Chaotic Evil: São aqueles que procuram o bem ou o mal absoluto de seus personagens, dependendo do caso. Sua moral (ou imoralidade) e código podem, muito bem, atrapalhá-lo durante o jogo; mas isso não importa, o que eles desejam é mostrar suas aspirações mais profundas.
- Cena Comum: Chaotic Evil: “Mate! Mate!”; Lawful Good: “A paz é a solução!”
O meticuloso: Esse tipo de jogador é aquele que “toma nota sobre todas as palavras do mestre”, para depois cobrá-las, ou usá-las durante o jogo. Se estão no labirinto, ele sabe o caminho de cor, se são policiais, atentam para cada detalhe da cena do crime.
- Cena Comum: O jogador não para de anotar, na costas da ficha do personagem, tudo aquilo que julga importante (o que vem a ser TUDO mesmo).
Bom, é isso, que cada um reflita e saiba como se acha jogando numa mesa de RPG. E se não for pedir muito, gostaria que os amigos aqui de Acaraú que já mestraram para mim, me dissessem que tipo de jogador eu sou…
Até mais…
Texto retirado dos artigos do Gurps à Pampa. Editado por Alexandre Nordestinus.