Zona Neutra

Do interior cearense, onde se fala de RPG, Magic e o que vier na cabeça…

Arquivo da categoria ‘Opinião’

Aqui as opiniões mais críticas que interrogativas…

O Sistema só é bom se vende muito?

Publicado por Mestre Emilson em 26/10/2009

Hoje eu tive uma calorosa discussão com um amigo, aqui em minha casa, sobre a opnião que temos sobre as qualidades de determinados sistemas. A discussão em si não tem tanta importância, mas o principal argumento dele para considerar um sistema X como ruim foi que esse sistema não conseguiu vender bem e que por isso parou de ser trabalhado. Eu não concordei, pois acho que não vender não é sinonimo de ruim. Isso pode no máximo ser dito como não cair no gosto dos demais jogadores, coisa que eu discordei também em relação ao sistema que estava em questão, pois a aceitação dele, pelo que vi na internet e aqui na cidade onde moro, Acaraú, não foi de todo ruim. Ao contrário, foi até bem aceita e o sistema foi jogado.

O que aconteceu para que o sistema aqui, nessa cidade, não fosse mais utilizado foi a preferência da maioria, e principalmente dos GMs, por outros sistemas. Isso por que o número de jogadores na cidade é reduzido e o tempo da maioria deles também é pouco. O que nos leva a ter que escolher entre um ou dois sistemas e deixar o restante de lado.

Como sempre acontece na maioria das discussões, cada um ficou com a sua opnião e ninguém chegou a lugar nenhum. Mas felizmente pra mim, mesmo nesses tipos de discussões eu tiro algo de proveitoso e até gosto dessas discussões, pois me permite tentar encontrar o que realmente a pessoa pensa sobre determinado assunto ou no mínimo descartar algumas hipóteses mal formadas que eu tinha sobre o que a pessoa podia esta achando disso ou daquilo. Como benefício para meu ramo de atuação, Narrador, posso tentar descobrir se o sistema que utilizo realmente esta agrandando ao jogador que comigo discute e  joga.

Quero deixar bem claro que isso são raciocínios meus e para uma formação de um perfil rpgistico que vai interessar somente a mim, para com isso buscar uma melhor forma de narrar. Não se trata da busca pela verdade e nem de traçar o perfil pisicológico de ninguém.

Com essa discussão ficou mais claro pra mim o fato de que um sistema não é bom ou ruim pelo quanto ele vende, mas sim pela melhor forma que ele se encaixa no gosto pessoal de cada um. E que muitos sistemas que não foram campeões de vendas ganharam a classificação de Rpgs Alternativos, que se encaixa melhor no gosto de uma parcela menor de jogadores.

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Oh Não! Cadê os Jogadores?!

Publicado por Mestre Emilson em 28/09/2009

Como os 1d4+1 (+1 por que esse 1 sou eu mesmo) leitores desse blog já puderam perceber, a maioria dos meus textos estão se tornando depoimentos de meus casos pessoais, opniões ou desabafos. E esse é mais um desses casos: Quando o(s) jogador(es) falta(m) a sessão.

Faltar a sessão não deveria ser algo tão prejudicial ou revoltante, mas o é (principalmente para o GM). Isso por causa do tempo que o GM passa se preparando e preparando a aventura. Pra mim, pessoalmente, acho muito desagradável quando o(s) jogador(es) falta(m), por que você, o GM, passa um bom tempo de sua semana pensando e escrevendo sobre a aventura e quando chega o dia da sessão não pode utilizar o que preparou por não ter para quem apresentar as idéias (No caso de uma falta que cancele a sessão). No caso de uma ausencia que não cancele a sessão, ainda existe o caso de alterar o que você preparou, por que se há 4 jogadores no grupo, os desafios serão mais dificeis para apenas três. E assim haverá um trabalho a mais de adaptação, que deve ser feito durante o jogo.

Existe a idéia de que o que o GM escreve não se perde: Concordo! E que não há motivos para se preocupar por que o que se escreve não se apaga: Concordo e discordo. Concordo que o texto não se apaga; discordo com o fato de não precisar se preocupar. Que o texto não se apaga é verdade, mas eu ainda assim me preocupo por que de uma semana pra outra (eu jogo uma vez por semana), o que se escreveu não está tão vivo na mente. O que traz uma necessidade de um atrabalho adicional de se reler o que se tem escrito, para encontrar novamente toda a essencia do que você pretendia na sessão. Até por que nem todo GM escreve a historia, acho que poucos fazem isso. Penso que a maioria dos GM anota idéias para a sua aventura e de uma semana para outra essas idéias podem se perder um pouco, pois o GM não vai ficar o tempo todo preservando essas idéias e novas idéias vão sugir. E essas novas idéias poderiam ser usadas na nova sessão, caso a anterior tivesse acontecido.

Além do caso do escrito ainda tem o comprometimento e o respeito para como o GM e como os outros jogadores. Aqui temos duas situações distintas: os que não comparecem por ter assuntos mais importantes para resolver e os que faltam por ser inrresponsáveis. Os que faltam por inrrespossabilidade não tem nem o que comentar. Os que faltam por ter um compromisso mais importante, cabe pelo menos um telefonema ou mesmo um aviso para que o GM e os outros jogadores possam se preparar para jogar sem o ausente ou mesmo adiar a sessão, se for preciso.

Eu penso que RPG é um jogo como qualquer outro e que ninguém deve ser crucificado por faltar uma sessão. Mas eu penso também que acima do RPG tem a questão de você se comprometer com outras pessoas e de dar sua palavra para comparecer a um acontecimento. Nesse caso a irritação pode surgir mais por causa da falta de palavra da pessoa e da falta de um simples aviso antecipado do que propriamente por causa da sessão do RPG, que também necessita de sua parcela de comprometimento.

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Sou Mestre, mas não mato os PdJs dos Jogadores!

Publicado por Mestre Emilson em 25/09/2009

Acho que esse, a morte dos jogadores, seja um dos pontos que mais diferencia um mestre de outro.

Coisas como fazer um encontro tão dificil a ponto de os jogadores não conseguirem escapar. Matar os personagens e achar que isso acrescenta algo a campanha. Chegar a se sentir vitorioso com a derrota dos jogadores. São coisas que não consigo fazer ou sentir. Sei que muitos mestres não tem essas predileções, mas acredito que exista alguns por ai.

Voltamos a velha questão sobre: se estão se divertindo não há nada de errado. Mas em muitos casos parece difícil que todos em uma mesa se divirtam com a morte de personagens. Fica claro que pelo menos aquele que perdeu seu personagem ficará um tanto triste e não estará se divertindo.

Sei que existem as mortes “necessárias”. Mas essas mortes devem envolver situações que levem a um desfecho bom para o grupo e que isso seja resultado direto dessa morte. Existe também a questão do jogador chegar a fazer algo tão idiota que realmente deve ter como destino final a morte.

Para mim acho muito difícil levar o personagem ao ponto de encontrar a morte. Principalmente quando o grupo é rescente e estiver no inicio de uma aventura. Sei que isso leva os jogadores a terem aquele problema de acharem que nada pode atingí-los e que podem fazer o que quiser. Estou trabalhando mentalmente para tentar encontrar o equilíbrio nessa situação, mas é uma questão realmente delicada.

O mais engraçado é que como jogador sou mais “assassino” do que como mestre. Quando o rpg aqui na cidade era mais ativo e eu jogava bem mais, cheguei a dar cabo de alguns personagens de amigos meus e na maioria dos casos, que foram mais ou menos apenas 3 ocasiões, foi por motivo de divergência de opnião em uma determinada questão. Mas essa é uma outra história para um próximo post: Quando os jogadores se matam! (hehe…)

Se possível gostaria de saber de outros mestres que estejam lendo esse post, como vocês lidam com a morte dos jogadores? Ou mais importante ainda, como vocês levam os jogadores a encontrar esse destino inevitável para quem vive, que é a morte? Se der pra aparecer algum relato de algum caso em mesa, seria muito interessante.

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Mestra ou Jogar, Eis a questão!

Publicado por Mestre Emilson em 23/09/2009

Apesar do título tão ponposo desse artigo, não existe aqui nenhuma intenção de ser algo definitivo sobre a vontade de mestrar ou de jogar.

Estou envonlvido com o Rpg há algum tempo, e desde o começo me vi levado para o lado controlador da força: Mestrar. Tanto que, só joguei duas sessões, uma de AD&D e outra de Gurps, para logo em seguida chegar na cidade onde morava, e moro ate hoje, reunir um grupo de amigos que nunca haviam ouvido falar de rpg e mestrar uma sessão pra eles.

Na minha primeira sessão, depois de ler o livro do jogador de AD&D durante seis dias, improvisei uma historia que foi de oito da noite as quatro da manhã. E tenho que confessar que foi demais. Nada da pressão do conhecimento das regras, nada de se preocupar se estava fazendo direito ou errado de acordo com as diretrizes do livro. Simplesmente jogando e levando para frente os desafios. Acredito que sentir o que senti naquela noite, com aquela intenssidade, nunca mais.

Por causa dessa minha primeira sessão penso que Mestrar/Narrar é algo que eu sempre quis, mesmo antes de conhecer o rpg. Gosto muito mais de criar e apresentar minhas historias, do que esta na mãos de um Mestre. Prefiro controlar a ser controlado. Me sinto mais satisfeito como Mestre/Narrador.

Mas isso não quer dizer que não gosto de jogar. Gosto e bastante, mas gosto muito mais de Mestrar. Além de gostar existe a necessidade de se colocar no lugar do jogador, para assim, ter um maior poder de criação e mais conhecimento no que os jogadores possam querer. E para saber isso, só com a experiencia de jogar.

Não sei se me encaixo na regra ou na excessão, quando digo que gosto mais de mestrar do que de jogar, mas dentro da minha experiência os mestres são menoria, até por que são necessários mais jogadores e apenas um mestre para se formar um grupo. Porém, deixo aqui meu apelo para aqueles que sentem receio de mestrar, para que deixem esse medo de lado e se aventurem no outro lado da mesa. Busquem pelo menos mestrar uma vez, pois você pode se surpreender consigo mesmo. Pode ser que você seja um bom mestre, mas esteja se escondendo por ter medo de uma coisa tão simples quanto mestrar.

Acredito que todos sejam capazes de mestrar, em maior ou menos propoção. Só é necessário pelo menos uma tentativa, para que se tenha a certeza da capacida, ou da falta dela, em relação a mestrar. Mas no fim essa é uma decisão pessoal de cada um, que pode vir com a vontade própria ou com a necessidade da situação.

O importante mesmo é que o rpg esteja sempre em atividade, com mestres naturais ou foçados pela situação, mas que todos estejam se divertindo, sem prejuizo pra ninguém.

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EU, EU MESMO E MEUS JOGADORES…

Publicado por Mestre Emilson em 19/09/2009

Pra que esse post? Alguns podem me perguntar. E eu respondo: Sei lá!

Só sei que tinha que escrever sobre alguma coisa e foi isso que me veio a mente: escrever sobre mim e meus jogadores. A bem da verdade não existe essa de meus jogadores, existi sim aquelas pessoas que jogam comigo, formando assim um grupo de Rpg. Mas o grande o problema é que de alguns tempos pra cá, esses jogadores vem mudando e mesmo quando não mudam o grupo não dura. Assumo minha parcela de culpa nisso (o que não é pequena) e isso me leva a pensar o quanto gosto de ler a forma que alguns grupos se desenvolvem e crescem juntos a medida que vão jogando, com o passar do tempo.

Gosto de ser verdadeiro e por isso confesso a vocês que o rpg na cidade onde moro, Acaraú, passa por uma crise a muito instalada e que faz com que eu e muitos outros não tenham o conhecimento multo uns dos outros. Algo do tipo: traçar perfil de jogadores, conhecer suas qualidade e seus defeitos, conhecer seu estilo, entre outros detalhes possíveis. Além disso, aquelas historias marcantes de grupo ficam mais difíceis de acontecer.

Sou mestre desde duas sessões depois que comecei a jogar. Sou cria de Gurps, mas de um tempo pra cá venho tentando me libertar da questão sistema e passar mais para o lado historia, mas confesso que é bastante difícil, pois sou um daqueles mestre/jogador apegado a regras. Mas bem, isso não vem ao caso.

Sou o tipo de metre/narrador que tenta entender e se basear bastante nas regras. Gosto de dar liberdade aos jogadores, dentro de um limite que permita manter o foco da historia, e prefiro um jogo mais sério, apesar de que isso dificilmente acontece, mas nem por isso paro ou reclamo, como eu disse é uma preferencia (Mas umas gargalhadas são boas mesmo).

Já meu jogadores são… eh.. hum… deixa eu ver. Poxa, não sei. E não sei por que eu não tenho jogadores. Não tenho um grupo fixo com o qual jogue a muito tempo a mesma historia. E mais uma vez digo, em parte a culpa é minha, bem minha, mas isso não resolve a questão.

Conto com alguns companheiros, que nos reunimos para jogar, mas não sinto eles como o meu grupo de rpg. Longe do sentido de posse e mais como um sentimento de união, de cumplicidade, de igualdade de pensamentos.

Em tempos antigos, por volta de 2000 ou um pouco mais, tínhamos um grupo de rpg, que jogava o que se apresentasse na mesa, por tanto que fosse rpg, independente do sistema. Por mais que alguns jogadores mudasse, mas sempre havia uma certa compreensão maior por trás dos acontecimentos. Tínhamos discussões, jogadores que faltavam, entre outros problemas, que a maioria dos grupos tem. Mas sempre me sentia seguro com os jogadores que estavam jogando comigo. Alguns do jogadores de hoje são os mesmo de antigamente, mas o sentimento mudou.

Penso que o motivo da mudança pra esse sentimento seja algo natural, que acontece com o passar do tempo. Outras responsabilidades chegam, família, necessidade de ganhar dinheiro, uma necessidade maior de outros divertimentos e assim por diante. Além disse as vontade rpgisticas de cada um ficou mais evidente. Um prefere mais gurps, outros gosta mais de horror, outro gosta mais dos sábados, outros pensam que bom é com lanche (uma maioria podemos dizer assim), entre várias outras vontades. Apesar disso demonstrar um maior crescimento dos jogadores, acaba que as vezes atrapalha. Não digo que sou intolerante as vontades dos jogadores, tanto que isso seria complicado de ser administrado se assim o fosse, mas digo que pesa na hora de preparar o grupo, escolher o sistema, a ambientação, entre outros detalhes de uma aventura de rpg.

Mas o ponto central dessa falta de sentimento de grupo, está na falta de continuidade dos grupos que mestrei/narrei nos últimos tempos. Mais uma vez tenho que assumir minha culpa nesse fato, mas as vezes parece que os jogadores não tem iniciativa e não insistem no que querem, fazendo com que todo o peso da responsabilidade pela falha caia na mão do Mestre, ou seja, não insistem, para fugir um pouco da responsabilidade. Pelo menos é o que parece.

Por último gostaria de dizer que não estou aqui me queixando ou procurando uma solução para o meu problema, estou simplesmente expondo minha experiencia para outros, para que assim possa existir a possibilidade de trocar idéias e experiencia.

Por enquanto é isso. Até a próxima! Cruj Cruj Cruj e t… ops isso não é lugar pra isso… hehehe!!!!

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Por que jogo RPG?

Publicado por Mestre Emilson em 18/09/2009

Fiz-me essa pergunta esses dias e até agora não achei uma resposta concreta. Fiz uma pesquisa na net pra encontrar textos de outras pessoas para esse tema e só encontrei no lote do betão, da época em que ele escrevia para o multiply.

No ultimo paragrafo do seu texto ele diz:

Quando alguém lhe perguntar por que você joga RPG responda: possibilidades e dê seu melhor sorriso enigmático. Se perguntarem mais, convide para um jogo. E mostre a seu amigo curioso um pouco do infinito.

>>>Para ver o texto completo clique aqui.<<<

Eu confesso que gosto dessa reposta, mas ela me parece mais voltada para pessoas que não conhecem o RPG. E quando o problema é com você, que já joga a tanto tempo, mestra desde quando começou a jogar e começa a se fazer essa pergunta? Não venham me dizer que hora de dar um tempo ou algo parecido, que não é isso que eu quero saber. Gostaria de entender por que jogo RPG? No caso, pra essa pergunta, quem tem que achar a resposta sou eu. Mas e você, porque joga RPG?

Não é nenhuma pesquisa. Não quero achar a verdade por trás da vontade das outras pessoas e muito menos a verdade por tras do jogo do rpg. O que eu quero é ouvir mais opniões e entender porque passamos 4 horas por semana contando historias que não nos agregam nada de bens materiais. E mais ainda, por que mestramos/narramos? Nesse caso o trabalho é ainda maior e o retorno as vezes não compenssa o sacrificio de se passar um bom tempo de sua semana preparando historia para um grupo de pessoas que as vezes (ou quase sempre) não reconhecem seu esforço.

Não sei se essa pode ser uma boa resposta, mas pra mim eu jogo e mestro/narro rpg por que ele me trás uma satisfação pessoal de criar algo que seria impossível na realidade. Gosto do desafio de montar historias e personagens que se destaquem no meio dos demais e fiquem marcados na mente daqueles que estava presente na mesa. Vibro quando meu personagem faz algo digno de nota e alguém comenta depois. Fico satisfeito quando vejo as boas reação dos meus jogadores quando a sessão acaba e eles ficam comentando e se perguntado sobre o que pode estar acontecendo. E penso para próxima sessão uma forma de mudar a opnião dos jogadores de quando a sessão terminar e eles dizem que teve algo qua não foi bom ou que a sessão foi meio parada ou que faltou alguma coisa. Devem existir outros motivos, mas creio que pra mim esses são fortes e por enquanto suficientes.

Porém, se me fiz essa pergunte esses dias: “Por que jogo RPG?”, alguma coisa deve está me incomodando. O que poderia ser? Espero que seja algo passageiro e que eu continue a mestrar e jogar como fiz nos ultimos 9 anos. Por que o RPG é algo realmente bom em minha vida e me trouxe muitas alegrias, conhecimento, novas amizades e outros beneficios que todos conhecem e que não preciso ficar repetindo aqui.

Acho que é só isso. Se alguém tiver ou souber de outros textos que tratem desse tema, por favor deixem um comentário com um link, que eu adoraria ler.

Até a próxima!

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O Mestre quer usar Gurps, mas o jogador quer D&D

Publicado por Mestre Emilson em 08/05/2009

Estamos aqui para falar de interesses. Que nem sempre são os mesmos. E digo que tem um pouco haver com o meu momento atual, mas nada que seja evidente ou exposto de forma aberta. Pelo menos é essa a leitura que faço do cenário atual onde moro. Mas o caso não está gerando discussões ou outros tipos de problemas, apenas chamou minha atenção. porém, isso não se trata de dizer que D&D é unanime, mas sim dos difetentes gostos por Sistema.

Acredito que isso aconteça com demais jogadores mundo afora, por que se for apenas aqui em Acaraú, devemos ser os ET’s do Rpg Nacional.

O fato é que eu, Emilson “Narrador”, estou a muito tempo me preparando para começar uma campanha de Gurps. Algumas idéias já foram apresentadas e os backgrouds entregues (o que não garante que a campanha comece), mas os jogadores que comigo estão são adeptos de outros sistemas e tem no Gurps a ultima opção.

  • Narrador: Gurps (no momento);
  • Jogador  01: D&D;
  • Jogador 02: WoD;
  • Jogador 03: ACN;
  • Jogador 04: ?????.

Como pode ser notado, é um grupo de gostos variados. O que não quer dizer que não funcione: mas e quando isso atrapalha? Por que eu não gosto de está fazendo um historia para jogadores que ficam pensando em outros sistemas ou que não dão os devidos crétidos ao que estão jogando. Isso pode ser muito desmotivador para o narrador.

Essa sutuação também gera uma certa dificuldade no aprendizado das regras, pois os jogadores já se interessam pouco em aprender os sistemas que jogam, o que se torna mais difícil se o sistema não é o de sua prefenrência.

Assim levanto a questão dos variados gostos que se veêm obrigados a se unirem em prol da formação de um grupo de Rpg.

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Se Fossemos Vampiros?

Publicado por Mestre Emilson em 14/03/2009

Como os vampiros são fascinantes. Devem existir pessoas que gostariam de que o mito fosse verdadeiro, para existir uma pequena possibilidade de se tornarem um deles. Mas será que vale a pena deixar de ser como somos, por um pouco de poder e vida eterna? Esse poder, pode ser considerado poder? É muito, pouco ou uma troca equivalente?

Qual o vedadeiro preço?

  • Não poder ver mais a luz do sol;
  • Não sentir mais o gosto dos alimentos;
  • Perder o tato e não sentir cheiros;
  • Não sentir plenamente o prazer do sexo;
  • Ir aos poucos esquecendo as sensações humanas e os sentimentos;
  • Perder tudo que um dia fomos e vivemos;
  • Ter que abandonar os parentes e amigos;
  • Nunca mais sentir amor.

Não creio que seja válido perder tudo isso (claro que varia de mito para mito, esse preço), por alguns poucos poderes, que não podem ser utilizados abertamente e por uma longevidade que nem sempre traz algo de bom. Além disso tudo, ainda existe as pertubações mentais, o sofrimento e a luta interior, por ter que matar outros, para poder continuar existindo. Vira-se um monstro.

Assim penso quantos podem se iludir, querendo se tornar monstros. Posso está sendo contra a maioria (ou talvez não), sei que já existiu época (quando eu jogava/mestrava vampiro: a mascara) em que imaginei como seria ser um vampiro de verdade. Hoje penso, será que valeria a pena?

Você, gostaria de ser um vampiro?

Voce vampiro, conseguiria me convecer do contrário? Tente!

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Gurps OGL…

Publicado por Alexandre Fnord em 28/02/2009

É claro que isso não existe e que provavelmente não vai existir, mas vi um tópico no Orkut falando sobre o assunto e pensei um pouco sobre tal abordagem.

Não é para falar sobre a licença de Gurps ser liberada e sim sobre um livro, baseado nas regras da OGL que seja muito parecido com Gurps.

Primeira pergunta: seria possível? Sim, pois a OGL é aberta para mudanças. Vide as várias versões diferentes do sistema de regras. Na conversa que ocorreu lá, inclusive, apareceu um comentário falando sobre o Mutantes e Malfeitores, dizendo que ele é uma versão muita parecida com o Gurps, pois ele é um sistema baseado em pontos de personagem. E embora tenha niveis, não tem classes. Onde se compra as características dos personagens [atributos, vantagens, desvantagens e perícias] com pontos.

Não vi o livropara afirmar isso, mas se for verdade, por que não alguém fazer um Gurps OGL, baseado na SRD do D20 System e lançar um netbook gratuito na internet?

Eu pessoalmente acho que não daria certo, pois o sistema de Gurps tem vida própria. Ele se mantém sem precisar de suplementos. Ter, sempre é bom, mas não é necessário [pelo menos não acho que seja] para que o sistema funcione.

Um sistema, para ser um bom OGL, na minha humilde opnião, tem que ser algo que não tenha sido criado ainda [isso falando de sistemas e não de cenários].

O Gurps Vampire: the Masquerade foi muito interessante, mas um Vampiro: a Máscara OGL [por exemplo] seria algo totalmente incoerente, pois as regras da SRD não foram feitas para esse fim. Gurps fez isso com vários outros sistemas, utilizando somente sua ambientação, mas somente as suas regras. Já o SRD teria que sofrer as mais variadas mudanças para comportar um outro sistema dentro de si próprio. Assim como aconteceu com Star Wars D20, BESM D20, D20 Modern, Pathfinder, e tantos outros. Todos são considerados D20 System, mas nenhum deles se parece com o sistema original.

Gurps é feito para simular a realidade [afinal de contas, a vida imita Gurps, né?!] e seu conceito não se encaixaria nesse perfil.

Quem sabe apareça um louco e faça isso e quem sabe aparecem outros loucos e gostem? Eu pegaria ele na net para ler e daria meu parecer, mas acho que dificilmente gostaria.

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Interpretar ou não interpretar [2]…

Publicado por Alexandre Fnord em 18/02/2009

Vendo o post de mesmo nome do Patrique, da Casa dos Lordes [que bom que está de volta] pensei em algo que observei ontem na minha mesa de Gurps e fiquei com uma dúvida desgastante.

Meu amigo Emilson tem um personagem policial e falando um pouco do personagem posso dizer o seguinte: Ele é um cara bem concentrado e tranquilo.  Tem suas poucas perícias totalmente voltadas para combate, conhecimento básico de leis, computação e sedução. Um cara que gosta de dinheiro, de mulheres e que confia demais em si mesmo.

Bem, tivemos uma situação onde ele e os outros personagens tiveram que negociar com um ex-policial e seu filho, por uma situação incômoda para ambas as partes.

O nosso policial foi o personagem que mais negociou e trabalhou na parte do contato. Já que ele tratou de resolver o problema.

Depois da sessão, tivemos uma conversa e um dos jogadores me deu um puxão de orelha sobre a questão de não pedir jogada de dados para resolver a questão que foi resolvida com roleplay. E eu concordo que em certos momentos as jogadas devem ser feitas mesmo que incidam em uma porcentagem muito pequena de falha.

Mas no caso em questão, o nosso policial resolveu tudo sem precisa de nenhuma jogada.

Aí que veio minha dúvida.

Eu devia ter punido o jogador por interpretar uma habilidade que o seu personagem não tem [no caso habilidades sociais] ou devia ter premiado ele por conseguir resolver o problema sem precisar de testes?

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