Sushi

2d6 – Qual resultado vai dar?

Tadaima!!!

Então né!!

^^’

Olha eu aqui de novo… e hoje pra falar sobre… Sushi… /o/

Mas por qual motivo escolhi falar de Sushi, especificamente de como comê-los? Simples, muito se fala do processo de globalização do mundo, de como isso aproxima as pessoas e culturas, ao mesmo passo que as afasta. Um restaurante japonês no Ceará, onde temos o costume de comer buchada, sarrabulho e outros (eca… ._.’), é no mínimo estranho. O problema é que já que se trata de outra cultura, existem pequenas regras que tornam o ato de comer mais apropriado e que deveriam ser incentivadas, mas que, por muitas vezes, ignoramos por tratar-se apenas de… Comida.

Afinal, quem aqui se preocupa se o feijão vem por cima do arroz ou se você gosta de misturar tudo no prato? Cada um faz da maneira que achar mais gostoso.

O relevante aqui é que os japoneses se importam, sejam por estarem ligadas à complexidade e heterogeneidade dos sabores, ou quanto à maneira que o corpo reage aos alimentos ou ainda por simplesmente evitar problemas de saúde.

Da última vez que fui a Acaraú, me deparei com uma notícia um tanto quanto instigante: haviam aberto uma sushi-house na cidade. A princípio veio o espanto ‘isso não vai dar certo’ e com isso a curiosidade, tão logo fosse possível eu gostaria de passar por lá. E qual foi o motivo do meu espanto?! É BOM!!

: P~

O lugar tá muito bacana… e pelo que parece está fazendo bastante sucesso. Nãããããão é o melhor sushi que eu já comi na minha vida, mas sim, é bom e barato.

Seguem algumas dicas de como comer sushi:

Ele tem mesmo que ser comido inteiro?

Regra 01Não morda o sushi que tiver o tamanho que sua boca possa comê-lo de uma bocada. Os outros, quando mordidos, devem ser mantidos fora do prato até poderem ser terminados.

A maioria das moças reclama desta regra. Dizem que o sushi é grande demais para suas pequenas boquinhas. No entanto, o sushi é feito com o tamanho de uma bocada, medido pelo Itamae-san (foto ao lado). Às mulheres, e somente a elas, aconselha-se morder a peça de sushi quando a bocada for muito grande, aos homens nunca. Além do mais, se a bocada for exageradamente grande, o erro é do Itamae. Sushis de tamanho razoável devem ser comidos inteiros.

Existem alguns tipos de sushi específicos que são maiores que o normal, é o caso de alguns futomaki e também do temaki. Esses devem ser pegos com as mãos e mordidos em várias bocadas sem voltarem ao prato.

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Com ou sem Shoyu?

Regra 2 – Não se deve mergulhar no shoyu os sushi que já tenham vindo com algum molho ou que sejam adocicados.

Algumas pessoas gostam de shoyu em tudo, mas alguns sushi são muito elaborados, e são preparados para serem comidos sem nenhum molho adicional. Por exemplo, unagi, nigirizushi, skin uramaki, califórnia roll e nigiri com limão não devem ser molhados no shoyu.

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Mesmo assim, muitas pessoas preferem colocar shoyu nesses sushi e algumas vezes levam bronca dos japoneses. Eles dizem que isso é muito errado, pois isso “diz” para o Itamae que, apesar de todo o trabalho que ele teve em preparar um sushi diferente e interessante, você prefere o sabor do shoyu ao sabor que ele criou.

Shoyu no peixe, arroz no shoyu ou peixe no shoyu?

Regra 3 – Nunca se mergulha arroz no shoyu.

Essa é a regra mais controversa e existem até discussões sobre ela na Internet, até mesmo em português. Falam que se deve virar o nigirizushi para tocar somente o peixe no shoyu, mas é difícil virá-lo. Pior. O que se deve fazer com uramaki? Se alguém já tentou virar um gunkanmaki viu que isso faz apenas uma grande sujeira.

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O motivo disso é que o shari (arroz preparado para fazer sushi) não foi preparado para receber nenhum molho, enquanto o peixe foi. O shari absorve muito shoyu, fazendo com que ele se desprenda e estragando o sabor do sushi.

Quanto shoyu?

Regra 4 – Nos sushi que vêm sem molho, deve-se molhar o peixe levemente no shoyu. Quanto mais delicado o sabor do peixe, menos shoyu se deve por.

Esse é o problema número um que a maioria de nós tem com as regras. Todas as pessoas que conhecemos comeram sushi com muito shoyu, desde a primeira vez. Além disso, ninguém fala nada do tanto de katchup que as pessoas põem no sanduíche.

Não sabemos exatamente por que isso acontece. Talvez seja porque as pessoas gostam muito do sabor do shoyu, ou talvez porque não queiram se sentirem enjoadas com o peixe cru, decidindo mascarar o sabor do peixe com shoyu.

Na verdade, não importa muito. O ideal é que, se esse for seu caso, você vá gradualmente reduzindo a quantidade de shoyu.

Onde colocar wasabi e quanto colocar?
Regra 5 – Wasabi não deve ser misturado no shoyu em hipótese nenhuma.

Wasabi

Todas as pessoas que conhecemos, começaram colocando wasabi no shoyu e molhando o sushi nessa mistura de shoyu com wasabi. Ainda assim, isso é mal visto pela regra e muitos chamam isso de “o banho de lama”.

Essa regra existe por dois motivos. O primeiro é que o wasabi perde uma parte da força quando é misturado com shoyu. O segundo, menos óbvio, é que os japoneses consideram desejável que a comida seja heterogênea, por isso colocar um pequeno ponto de wasabi no peixe ao invés de misturá-lo no shoyu é considerado melhor.

Quanto à quantidade, não existe regra. Cada um põe o quanto acha que deve. Normalmente, nigirizushi já vem com wasabi dentro, por isso algumas pessoas podem olhar estranho se você põe muito wasabi além daquele que o Itamae recomendou.

Etiqueta dos “palitinhos”.

Também conhecidos como wari bashi, os pauzinhos foram o primeiro instrumento que o homem criou para evitar o contato direto dos dedos com a comida durante a refeição. Sua importância se reflete na maneira como é chamado no Japão: o-hashi em japonês, o ‘O’ que precede as palavras tem sentido honorífico.

O hashi constitui um prolongamento natural dos dedos, especialmente útil e higiênico nos tempos em que se comia em pratos comunitários. Não é difícil manipulá-lo, e quem o despreza, no mínimo, ignora que a humanidade já o utilizava 5 mil anos antes da invenção do garfo.

Quem vai a um restaurante japonês (ou asiático) deve pelo menos fazer um esforço para não usar garfo, faca e colher. Se houver dificuldade em usar os pauzinhos, a garçonete poderá improvisar um hashi com elástico na ponta superior, o que facilitará as coisas.

Algumas dicas de como utilizar o hashi:

– Em qualquer pausa durante a refeição, deposita-se o hashi em paralelo ao balcão, no suporte apropriado (oki), jamais apontando para o Itamae-san: é agressivo! Se não houver oki, pode-se usar o próprio invólucro de papel, dobrado

– Nunca ‘friccione’ os pauzinhos, um contra o outro: fazer isso significa insinuar ao Itamae-san que os hashi da casa são de qualidade inferior.

– Nunca use o próprio hashi para servir os outros. Se houver prato, estenda-o para a outra pessoa; se não houver, use as pontas superiores do hashi para colocar a peça no balcão. Jamais a passe diretamente para o hashi do companheiro.

– Gesticular com o hashi nas mãos é deselegante _tanto quanto fazer isso com o garfo e a faca.

Vocabulário gastronômico japonês:

– Sushi: É o mais famoso prato japonês no mundo. E o mais popular entre os japoneses, que o prepara em ocasiões especiais. Basicamente, o sushi pode ser definido como um bolinho de arroz coberto por peixes ou frutos do mar crus. Há, no entanto, vários tipos de sushis, que mudam de nome conforme a forma de preparo ou os ingredientes utilizados. Confira os tipos mais conhecidos:

Niguiri: Pequenos bocados de arroz recobertos com fatias de peixes ou frutos do mar crus, sendo os mais comuns os de atum, camarão, enguia, lula, polvo, salmão e omelete;

Gunkan: Arroz enrolado por algas marinhas e recheado com peixe cru, frutos do mar, ovas de peixes ou legumes;

Uramaki: É um sushi às avessas. Neste tipo, o arroz recobre as algas, que, por sua vez, são recheadas com vários tipos de peixes, legumes e até frutas. No Brasil, a manga é utilizada na confecção deste tipo de sushi;

Temaki: Cones de algas recheados com arroz, peixe cru ou frutos do mar e legumes;

Chirashi: peixes, frutos do mar e legumes espalhados por sobre o arroz de sushi.

– Sashimi: Fatias de peixe cru degustadas com shoyu (molho de soja) e wasabi (raiz forte). Os japoneses comem alguns diferentes tipos de peixes crus. É óbvio que o peixe tem de estar o mais fresco possível.

Os mais populares tipos de sashimi são:

Maguro:atum;
Toro: atum gordo (parte nobre);
Ika: lula;
Tako: polvo;
Ebi: camarão;
Saba: cavalinha (espécie de peixe);
Shake: salmão.

– Tempura: Frutos do mar e vegetais empanados e fritos em óleo fervente. Foi introduzido no Japão pelos portugueses. Hoje em dia, tornou-se um dos pratos mais populares do Japão, e também, bem conhecido no mundo todo.

– Algas:

As algas (kaiso) são uma importante parte da dieta japonesa, por ser muito rica em minerais. Várias espécies de algas são comidas de diferentes maneiras.

As três mais conhecidas são:

Nori: É a mais comum. São lâminas secas e finas de algas usadas nos “rolinhos” e em outros tipos de sushi. Pode ser usada como condimento ou acompanhamento para o arroz;

Wakame: É comumente usada em sopas como a de misô ou em alguns tipos de saladas. Hoje em dia, wakame é vendida na forma seca, mas ela se expande quando a põe na água;

Kombu: É usada como ingrediente básico de sopas.

– Wasabi: É um dos principais temperos da culinária japonesa. Feito de raiz forte, costuma ser utilizado em forma de uma pasta como condimento em sashimis e sushis. De qualquer forma, wasabi é também muito usado em outros pratos japoneses.

– Saquê: É feito de arroz e água. Há vários tipos regionais de saquê. Sua graduação alcoólica varia entre 10 e 15% e pode ser servido quente ou gelado. Costumam ser servidos em pequenos potes ou em um recipiente chamado masu. Atualmente, alguns já são vendidos em embalagens tetra packs (de papelão reciclável).

– Shari. Arroz preparado para confecção de Sushi.

– Umeshu: lícor de ameixa.

– Shochu: É um tipo de aguardente. Pode ser feita de cereais e de batata doce. É bem mais forte do que o saquê.

– O chá: É uma das bebidas mais populares do Japão. O chá verde é bebido em qualquer lugar e em qualquer ocasião. Diferentemente do chá inglês, o chá verde é servido em canecas sem a asa e nunca é bebido com açúcar ou creme. A maneira correta de beber chá verde é segurar a caneca com uma mão e apoiá-la embaixo com a outra mão. Há vários tipos:

Gyokuro, sencha, bancha: O chá verde mais comum feito de folhas secas de chá, que apresentam três níveis de qualidade;

Houjicha: Chá verde feito das folhas torradas do chá, que lhe dá uma coloração marrom;

Matcha: É usado na Cerimônia do Chá e tem o sabor mais amargo. É feito das folhas de chá moídas;

Chá chinês: São chás aromáticos, como o “oolong” e o de jasmim, etc.;

Kocha: É o nome do chá preto.

Basicamente é isso. O Sushi é feito pelo Itamae-san para que você aprecie os sabores dos elementos que ele utiliza em harmonia. Camuflar os seus sabores com shoyo ou wasabi é, na minha opinião, um crime. Pra mim é um indício de que você está ali simplesmente por que é moda comer sushi. O sushi é tradicional na cozinha japonesa, e para mim é essencial que as pessoas procurem entender seus fundamentos, suas origens, para que dessa forma, como havia dito antes, tentem se aproximar da cultura nipônica.

Cardápio do Restaurante Giaponne

Agora deixem-me ir que me deu vontade de comer sushi… =D~

*reverência*

Itekimasu!!

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