Posso Mestre?

Mestre: Então pessoal, a gente se encontra na semana que vem, aqui mesmo em casa, no mesmo horário.

Jogador: Mestre, o que você vai fazer amanhã? E depois? E depois?

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Tá bom, não é em todo lugar, mas com certeza você, jogador de RPG, já deve ter visto algo parecido. Um jogador que se inicia no RPG e se apega, quase que sentimentalmente ao seu mestre. Vive em função dele e deixa de ter uma vida social por alguns dias ou semanas…

Com certeza isso que eu falei é bem radical, mas em menores proporções acontecem sim. Mas por que acontece?

Eu poderia dizer que isso se deve ao fato de o jogador estar conhecendo um mundo totalmente novo, um mundo que só existia em sua imaginação e que ele não tinha acesso. Até que conheceu o RPG. Antes de ser convidado para esse passatempo as pessoas têm outros afazeres (enfim, elas têm que ter!) e dificilmente dão a mínima atenção para aquele grupo que passa todas as semanas, no mesmo horário e se sentam embaixo da mesma árvore, ou na mesma varanda.

Quando um jogador é convidado a fazer parte de um grupo, ele provavelmente deve conhecer algum dos jogadores, geralmente mais de um (temos que concordar que grande parte dos RPGistas não têm o círculo social muito extenso) e com o tempo ele vai ganhando seu espaço, seu terreno. Quando já se sente capaz de se “libertar” da pessoa que a trouxe para o grupo, sobra sempre para a mesma pessoa a responsabilidade de lhe mostrar mais novidades sobre esse fantástico mundo de imaginação. Sobra para o mestre.

Que atire a primeira pedra aquele que nunca marcou qualquer passatempo no final da sessão, com os integrantes da mesa por quê não tinha mais o que fazer…

Alguém pode dizer que: as pessoas que estão jogando RPG na mesma mesa, geralmente estão no mesmo círculo social. E eu até concordo, um pouco. Eu mesmo já fui mestre de mesas onde nenhum dos jogadores tinham quase que nenhum relacionamento comigo fora do RPG.

Tenho grandes experiências nesse assunto para dizer que isso raramente acontece. Gosto de mesas de RPG com iniciantes, gosto de mostrar-lhes o mundo da imaginação e fazer com que eles mesmos se sintam donos de cada situação. E conheço mestres que dizem abertamente não gostar de mestrar para iniciantes. Defeito? Não. É só preferência.

Mas não tem como negar, sempre sobra para o mestre…

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7 pensamentos sobre “Posso Mestre?

  1. Pingback: Os Vizinhos da Casa « Casa dos Lordes

  2. Sérgio, acho que todos passamos por essa fase.
    Eu diria que isso não é exatamente uma fase, mas um estado de espírito. Tudo se foca numa nova janela muito interessante que se abre de repente e temos que nos concentrar nela, enquanto temos tempo para nos divertir…

  3. Podes crer Alexandre. E sinceramente, essa foi a melhor fase da minha vida, a fase em que eu descobri muitas coisas que vão além do RPG, mas que vim a ter interesse de conhecer atráves dele. Digamos que o RPG abriu os meus olhos para o Mundo…

  4. Caro Alexandre..tenho q discordar…sempre sobra PRA ESPOSA DO MESTRE…
    Engraçado, pois ontem mesmo preparei o jantar, coloquei uma, digamos, roupa mais avontade e plan…Ligou um jogador querendo q meu “marido, nas horas vagas” lhe explicasse alguma coisa lá de mutantes e malfeitores… Pois é, comi sozinha…rsrsrsrsr… Ass.: Senhora Guedes.

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