Minha doce irmãzinha…

Ei pessoal, vamos… Digam ai de verdade… Quem aqui pensou em filme pornográfico???

Kkk

Mas bem, o assunto não é esse. Hoje pretendo falar numa coisa comum entre os vários tipos de jogadores de RPG. Como trazer para o nosso hobby uma pessoa da família?

Bem, já aconteceu comigo de não conseguir e hoje vejo bem a diferença entre fazer seu irmão jogar RPG e de fazer seu irmão jogar RPG “com você”.

Ele vai jogar comigo, então que seja do meu jeito!

Um dos problemas graves que acontece nesse caso é que o jogador não quer simplesmente fazer com que o (vou falar em irmão, mas leia-se: qualquer familiar próximo o bastante para conhecer seus problemas e costumes) seu irmão jogue RPG e sim que ele jogue RPG da mesma maneira que você.

Em casa, sempre há os conflitos por espaço, por atenção, por ajuda, por uma infinidade de coisas que não caberiam num único artigo. E no RPG não é diferente. Todos os personagens buscam a sua perfeição, a sua redenção, seja interpretando, seja acumulando bônus pra lançar suas magias. Aí é que esquecemos que, se isso acontece na vida real, por que nosso irmão vai querer que a mesma coisa aconteça numa mesa de RPG?

Nós que já jogamos há algum tempo temos noção de muitos tipos diferentes de jogadores e de mestres, conhecemos os mais variados tipos de escritores e de assuntos, mas os novos jogadores não conhecem nada disso. Eles conhecem apenas o que mostramos a eles. Eles seguem uma linha que foi traçada inicialmente por nós, que o trouxemos para esse mundo imaginário. E vão seguir por ela por um tempo. Se essa linha não foi bem traçada, vai acontecer o que me aconteceu. Ele não vai gostar do que viu e vai ignorar o assunto.

Mas como devo proceder para que ele continue jogando?

Em primeiro lugar não há o jeito certo de se jogar RPG. Uns gostam de interpretar e outros de jogar vídeo game de papel. Mas isso não é errado, é diferente.

Quando for chamar alguém para jogar, mostre-lhe todas as facetas do jogo. Se ele gosta de filmes como Conan, o Bárbaro, o convide para uma mesa de jogos medievais. Se ele gosta de Silent Hill, o mostre algum jogo de horror. Entende? Mostre a ele algum cenário que chame sua atenção, algo que o faça gostar do jogo antes mesmo de começar a jogar.

No meu caso, meu irmão jogou comigo numa mesa em um cenário que eu gostava e ele não tinha tanto interesse assim e creio que isso tenha influenciado muito na decisão dele de não jogar RPG comigo.

Sim, hoje ele ainda joga (dificilmente, mas joga), mas o passo mais importante que ele deu foi procurar algo que o agradasse. Atualmente creio que ele jogaria qualquer coisa que aparecesse, mas por quê? Por que ele se tornou um jogador mais experiente. Enquanto ele era novato, duvido muito que ele se interessasse novamente por RPG se eu apresentasse ele a um mestre que ia narrar uma historia parecida com a minha.

Ta bom, eu levei ele pra jogar num cenário que ele mesmo escolheu, mas ele ainda reclama!

Outro erro gigantesco meu, foi o de tentar fazê-lo gostar e aceitar as regras do jeito que elas são. Se ele tenta fazer algo que é quase impossível, deixe-o tentar e deixe-o ter sucesso algumas vezes. Não custa nada você, como mestre, relevar algumas bobagens de um jogador iniciante. Sua aventura não vai por água abaixo simplesmente por uma coisinha que ele fez e que não deveria ter feito (mas se for atrapalhar todo o restante do grupo, mande ele pro inferno! [risada diabólica]). Deixe-o sentir o gosto por ser no RPG algo que não pode ser na vida real. Se ele é um bárbaro em um cenário medieval, deixe que ele derrube um camelo com uma disputa de força, deixe que ele ganhe alguns trocados numa briga de rua armada. Faça com que ele sinta que vale a pena jogar.

As regras estão ali para serem desafiadas mesmo. O que seria de nós se Thomas Edson não tivesse levado seu choque com relâmpago, para conhecer mais sobre a energia elétrica? O mestre que rolou a aventura de Edson provavelmente o fez passar algum tempo atordoado, mas pra Edson, valeu a pena.

De vez em quando não custa nada passar por cima de algum resultado ou teste, só para beneficiar alguém do seu grupo. Afinal, que grupo vai continuar a jogar se o mestre for totalmente tirano?

Quando ele começar a “entrar no jogo”, vá tirando dele o sabor de que ele pode acabar com todos ao seu redor. Faça-o perder de vez em quando e mostre a ele a realidade de um bárbaro numa sociedade que discrimina os de sua raça (leiam os romances da Trilogia do Vale do Vento Gélido e vão saber como um bárbaro se sentia).

E “pelamordedeus” não leve para a mesa os problemas de casa. Isso piora a relação entre os envolvidos e ainda faz com que um possível bom jogador ignore tudo o que você tentou…

Bem, acho que é isso, hoje jogo com meu irmão em qualquer mesa, desde que eu não seja o mestre. Hehehe. Mas eu aprendo fácil e meus erros não se repetirão…

Abraço…

Alexandre Nordestinus

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