Humanos? Argh…

Hoje pela manhã eu estava vasculhando os blogs e comunidades do Orkut e vi uma coisa que me chamou a atenção. Vi que algumas pessoas não gostam ou discriminam a atitude de se jogar em um cenário com personagens humanos, sem poderes ou habilidades ou simplesmente ignoram a presença dos humanos, durante os acontecimentos de uma aventura que se passa numa cidade, por exemplo.

Então resolvi falar um pouco sobre as qualidades dos humanos e as suas vantagens.

Figurantes

Temos que ter em mente que os humanos podem ser bons figurantes ativos, em qualquer campanha. O mestre deve ter em mente que eles não estão lá única e exclusivamente para servir de papel da parede. Eles têm vida própria e a vivem, independente de se há uma aventura rolando ali perto. Caso tiros sejam disparados, os humanos tendem a se afastar e o mais importante: CHAMAR A POLÍCIA. Não esqueça que eles têm medo daquilo que eles não conhecem, mas têm que confiar em alguém para que aquilo não mais aconteça. O exército, policia ou qualquer órgão que dê suporte na segurança vai ser chamado de imediato, pode ter certeza. Então não tenha medo de prender os seus jogadores numa cadeia, pois eles devem saber que as leis podem ser falhas e demoradas, mas funcionam.

Numa campanha jogada no mundo das trevas, pode acontecer de um vampiro ou mago muito influente ter noção de muitas coisas que acontecem ou aconteceriam na mídia, mas ele não controla “todos” os repórteres. Isso é impossível.

Numa campanha medieval, existem os bardos que cantam as notícias por aí. Quem disse que o dragão que aquele grupo matou era inimigo da vila próxima ao seu covil? Talvez ele seja um dos protetores. Mas o grupo chegou lá e viu suas riquezas e, como todos sabemos, a ganância sempre fala mais alto. Agora imaginem que o bardo chega numa taverna e canta o feito dos personagens que mataram o tal dragão. Na mesma taverna existe um guarda da milícia de folga. Onde isso vai dar? Numa confusão terrível para os jogadores, causada por simples humanos, sem poderes.

Um dia da caça e o outro…

Pensando um pouco mais em vampiros, lobisomens e magos (não os magos de D&D) posso dizer que, com o passa do tempo, as criaturas se tornam autoconfiantes e despreparadas, pois encaram o mundo como se eles fossem verdadeiros imortais. Exatamente ao contrario, os humanos que os caçam se preparam incessantemente e ficam cada vez mais poderosos, pois sabem de sua inferioridade.

Lendo o livro do clã Ventrue (do antigo Vampiro:a Máscara) vejo o tamanho do medo que os vampiros têm dos humanos.

Os humanos são simples criaturas, que vivem pouco e não têm poderes que os ajudem, mas têm duas coisas que não podem ser ignoradas. A organização e o número.

Esses dois fatores podem ser muito bem explicados quando alguém lê sobre a inquisição. A história real tem muitas crueldades e “safadezas” por parte de igreja e seus seguidores (e isso não é pra ser discutido aqui, por favor), mas na estória dos vampiros, foi a época em que eles mais se escondiam, pois tiveram uma pequena noção de o que os humanos são capazes, quando se juntam num objetivo comum.

A mesma coisa pode ser dita das classes que vêm no Livro dos Mestres, de D&D. São classes de pessoas comuns, que tratam de política e de assuntos corriqueiros. Temos fichas de combatentes, que são os futuros guerreiros, e de muitas outras categorias. Temos inclusive, se não me engano, a classe “camponês”.

Me digam vocês, quem de vocês já usou um personagem assim?

Como é? Não pode não ser tão excitante? Mentira… Na maior de todas as sagas medievais, os principais heróis são dois hobbits camponeses, que aprenderam a se virar sozinhos. Sem depender de guerreiros, arqueiros e magos extremamente poderosos. Claro que esses tiveram sua parcela de ajuda, mas nas horas mais difíceis os hobbits agiram sozinhos.

Nas mesas onde jogo é completamente normal eu ser o estranho no ninho, pois alguns de meus amigos jogadores adoram jogar com magos, vampiros, caçadores ou qualquer tipo de personagens que tenham poderes, enquanto eu prefiro uma boa campanha de investigação, onde os personagens sejam simples humanos que se viram com suas habilidades e perícias.

Não se pode dizer que eles estão errados, mas eu acho que os objetivos alcançados são muito mais saborosos, quando se passa por muitas dificuldades. Que os diga os jogadores de Call of Cthulhu…

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3 pensamentos sobre “Humanos? Argh…

  1. realmente os huamnos são muito importantes, e acho legal o D&D pois são uma otima raça para ser jogada, e sempre terá um no meio do grupo. mas levando pelo lado extremo lembrei de um NPC de um amig que era um campones e tinha a classe de campones no D&D, com nivel 20! e era jovem! Foi uma tiração de onda dele que queria testar pra ver como era o NPC campones de nivel 20! Era muito engraçado, mas com seus 20d4 pontos de vida acabou morrendo!

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