ONE-SHOT

montinhoCom o Gurps Holy Day chegando, uma coisa que talvez seja muito comentada nesses próximos dias são exatamente as aventuras pequenas e de rápida solução. As aventuras conhecidas como One-Shot.

Aventuras assim não têm um método especifico de serem catalogadas [pelo menos não que eu conheça]. Diferente das aventuras mais comumente utilizadas que podem ser diferenciadas entre: aventuras em masmorras, aventuras ao céu aberto; aventuras na cidade e aventuras de liberdade [onde o mestre não tem um final preparado], as one-shots se definem única e exclusivamente por sua temática de rápida solução.

Para falar sobre o assunto, vou reproduzir aqui trechos de uma matéria de J.M. Trevisan originalmente escrita na revista Dragão Brasil #39.

Quando se trata de uma aventura one-shot, não há lugar para megalomania ou maquinações estrambóticas alem do limite disponível. Uma aventura one-shot é uma aventura única – e, salvo poucas exceções, não deve de maneira nenhuma obrigar uma continuação.

Utilize plots menos extensos e limite um pouco as opções dos jogadores. Aventuras one-shot às vezes têm limite de tempo certo para terminar. Assim como vai acontecer no GHD, onde teremos [em Acaraú] apenas uma tarde inteira para jogar.

Faça o possível para manter a aventura num cenário contido [como uma cidade (alguém falou Silent Hill???), masmorra ou castelo]. Esses cenários são relativamente limitados, é verdade, mas muito mais fáceis de lidar que um reino ou um planeta inteiro.

Tanto o planejamento como o improviso tem espaço assegurado dentro do conceito de aventura one-shot.

O planejamento é mais indicado quando se trata de jogadores desconhecidos. Afinal, não se pode prever com exatidão satisfatória, o que farão jogadores que você sequer tem idéia de como jogam. O planejamento permite que você mantenha um controle rígido sobre o que ira acontecer dentro do jogo.

Em primeiro lugar você precisa pensar em um plot – um motivo para a aventura. É preciso que a aventura tenha inicio, meio e fim, como um filme. Pense na historia que você pretende levar à frente e a separe em tópicos a partir dos acontecimentos mais importantes.

Tente, entretanto, não “espalhar” demais a aventura. O meio mais seguro é abrir a situação com duas opções diferentes e depois afunilar novamente, fazendo com que duas opções culminem no mesmo resultado. Este é um modo de manter o pulso firme na aventura e manipular os jogadores sem que eles próprios percebam.

Anote com antecedência em um caderno ou folha de papel os acontecimentos de cada uma das ramificações a serem oferecidas. Faça mapas dos lugares mais importantes. Isso oferece uma maior dinâmica a aventura, evitando a porcentagem do mestre ser pego de calças curtas.

O improviso, nesses casos, exige um pouco mais de habilidade e experiência por parte do mestre – e não deve ser tentado sem estes pré-requisitos. Quando se trata de improviso, é difícil ter a aventura “nas mãos” o tempo todo. Isso da mais liberdade para os jogadores, mas é uma faca de dois gumes para o mestre.

A vantagem desse método é que o mestre não fica preso a um roteiro pré-determinado, podendo modificar as coisas mais facilmente de acordo com a sua vontade. Mesmo assim, não é bom chegar totalmente despreparado. Anote em uma folha de papel a historia de sua aventura, nem que seja resumida em apenas uma frase [“os jogadores são contratados para destruir o monstro que apavora a cidade”] e os elementos que você pretende acrescentar ao jogo, de maneira bem vaga [“o monstro é um vampiro”; “o prefeito e o vampiro são aliados”; “o vampiro tem uma múmia como escravo”].

Então, esses trechos foram mais detalhados na revista, mas eu não acho que seja tão importante para o assunto quanto às partes que eu citei. Aviso também que mudei algumas pequenas partes dele, para se adequar à minha situação.

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2 pensamentos sobre “ONE-SHOT

  1. Me desculpe por esse comentário “jabá”, mas em nosso blog tem uma sessão que SÓ trata disso, é a sessão One-Shot… 😀 Dê uma aparecida lá, ela trata de adaptar filmes (sem planilhas e aquelas coisas de costume) para aventuras one-shot, te dando um caminho a seguir pelos rumos do filme.

    Eu sou e sempre fui grande fã de aventuras One-Shot, por isso escolhi essa sessão lá no blog. Eu acho que ela permite que você tenha um liberdade infinita na hora de criar a aventura. Não precisa ficar naquela coisa de clichês de aventuras medievais, você pode simplesmente aloprar e fazer tudo que você sempre quis, porque sabe que da próxima vez os personagens serão outros, a aventura será outra e tudo mais.

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