RPG no AnimaVale, RPG no Brasil…

Não sei exatamente o que esperar desse evento. As coisas estão andando quase como esperado, mas ainda há muitos pequenos detalhes que poderiam ser melhorados.

Esse post não é para falar exatamente de ninguém ou de alguma situação em específica, mas para falar da experiência que estou tendo e compará-la com o cenário atual de RPG no Brasil.

As duas maiores editoras de RPG do Brasil me ajudaram com livros para serem sorteados entre os jogadores de RPG, mas pelas minhas conversas e pelas reações das pessoas que conversam comigo me parece que justamente o RPG vai ser a parte mais carente do evento.

Não que eu espere ver muitos e muitos grupos jogando, mas eu esperava contar com algumas pessoas para esse tema. Porém não é o que vejo.

E comparo isso com a situação atual do RPG no Brasil. Está boa? Não está ruim, mas poderia melhorar.

Muitos jogadores e mestres têm um círculo fechado de amizades, onde um novo jogador dificilmente entra. Para que um novato seja notado, ele tem que mostrar muito conhecimento, leitura ou pelo menos um pequeno senso crítico e gosto por interpretação. E isso torna a popularização do RPG muito difícil.

Porque não pegar vários jovens de qualquer classe social [ou nível cultural] e ensiná-los a jogar RPG? Seria um problema isso? Os jovens que jogam RPG se definem como “elite”, como vi em um fórum das comunidades RPG Fortaleza e RPG Brasil [no Orkut]? Ou os jovens simplesmente não querem novos jogadores por perto?

Não gostar de jogadores iniciantes pode ser um problema para o futuro do RPG, mas não é um problema concreto, pois enquanto um gosta de jogadores veteranos, outros gostam mais de iniciantes. A balança se mantém equilibrada.

Acho que a maior dificuldade é manter-se tentando popularizar o RPG. Os ânimos esfriam com o passar dos tempos e temos que ter gente nova pra mantes as coisas funcionando. E como fazer isso se nós mesmos nos desanimarmos?

Essa não é uma situação específica do RPG, mas é a mais evidente. Para os TCG’s, sabemos que não é tao fácil também, mas ao menos sabemos que, para jogar um TCG, você tem que ter as cartas, isso gera custo e nem todos podem pagar para se divertir.

Já no RPG não, as pessoas podem jogar sem gastar um único centavo, desde que alguém tenha os livros e se disponha e mestrar/narrar ou ao menos emprestar os livros.

Sinto-me triste por essa situação, mas como diria o grande poeta Cazuza, o show tem que continuar.

Talvez seja somente um momento de tristeza, mas as coisas podem melhorar…

Até mais…

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