Como falar com não-jogadores sobre jogar RPG…

Esse tópico foi criado originalmente no site do RPGCentric e tem tudo a ver com o que eu estou tentando fazer. “Criar” tópicos que ajudem as pessoas a entender o RPG. Nesse caso, em especial, o artigo se trata de ajudar o jogador de RPG a conversar sobre o assunto com um não jogador.

Pode parecer que estou me aproveitando das idéias das pessoas e é verdade. Estou aproveitando os bons textos que encontro e que me ajudem a fazer o que quero nesse momento. Sempre usando os textos e dando os devidos créditos [é claro] aos seus autores originais.

A tradução do texto foi tirada do site do Covil e será colocada aqui na íntegra.

Para muitos jogadores falar para leigos sobre RPGs pode ser um assunto embaraçoso. Algumas pessoas vão te olhar estranho. Algumas irão fazer graça de você. Você nunca sabe ao certo o que esperar. Por este motivo, muitos jogadores são reservados quanto aos seus hábitos.

Hoje eu pensei em dar para vocês que acham que não conseguem falar à respeito de seu passatempo favorito algumas dicas sobre como explicar o que são os RPGs, e porquê você joga eles, para os não-jogadores.

  • Dica nº1: Não conte a eles sobre seu personagem.

Eu sei, eu sei. Seu personagem fez algo muito legal e você quer contar seus colegas de trabalho tudo a respeito. Não faça. Eles não querem ouvir a respeito. Eles não se importam. Se eles não se importam que Scadufax era o nome do cavalo do Gandalf, o que faz você pensar que eles ligam se seu patrulheiro elfo matou um ogro com uma flecha certeira no ouvido?

  • Dica nº2: Pergunte qual o filme favorito deles.

Uma forma de fazer uma relação com o jogo é perguntar a eles o seu filme preferido. Se eles são fãs de filmes de fantasia, como SdA, então você já tem um gancho. Se não são, faça eles descreverem a cena preferida deles de seja lá qual for o filme que eles queiram e pergunte como seria fazer parte daquilo. Pergunte a eles como lidariam com a situação e se eles fariam algo diferente. Se eles disserem que fariam, deixe-os saber que nos RPGs eles têm a habilidade de fazer justamente isso. Também diga a eles que não importa o gênero do filme, você pode usar o RPG para jogar em praticamente qualquer tipo de filme.

  • Dica nº3: Não reduza a um jogo de crianças.

Algumas pessoas gostam de descrever jogos de RPG como “jogar de faz de conta” ou algo como “polícia e ladrão”. Não faça isso. Não dê a eles motivo para pensarem que o RPG é criancice ou algo só jogado pela garotada. Nós sabemos que os RPGs não são nada disso, mas noções preconceituosas sobre o jogo, e ser coisa de criança, infelizmente, é uma delas.

  • Dica nº4: Pergunte o livro preferido deles.

Com livros é o mesmo princípio dos filmes. Você pode pedir a eles para descreverem cenas e dizer como isso poderia ser feito dentro do RPG. Se eles não lêem romances de fantasia você pode sugerir alguns bons para novos leitores de fantasia. Aqui há algumas séries que eu recomendaria:

Estes são algumas boas que eu recomendaria para que pudessem começar, antes de aprofundarem em alguém como Tolkien, cujo estilo da escrita é amado por muitas pessoas mas é odiado por outras.

  • Dica nº5: Se eles perguntarem sobre as regras, mantenha simples, muito simples.

Não entre em muitos detalhes sobre as regras. Se eles perguntarem sobre criação de personagem, por exemplo, mantenha bem simples. Aqui o que você pode dizer a eles.

  • Descubra o tipo de personagem que você quer jogar.
  • Faça ele tão rápido, forte, inteligente, etc., quanto você gostaria.
  • Faça ele bem eficiente em algumas áreas.
  • Dê a ele equipamento.

E é isso. Muito simples. Se você quiser elaborar, você pode, mas isso vai além da idéia básica do que você faz para criar o personagem.

Se eles pedirem para você aprofundar, tente prender-se pouco aos detalhes. Por exemplo: se eles perguntarem “Como você faz para fazer um personagem muito bom em destrancar portas?” você pode dizer que você coloca números nas habilidades dos personagens e quão mais alto o número, melhor. Então você coloca um número alto em abrir portas, adiciona aquele número à habilidade que usa para destrancar portas, provavelmente Destreza, e isso representa o quão bom você é para abrir portas. Quando você tentar destrancar uma porta, role um dado e adicione este número ao seu número de abrir portas. Quão mais alto for o resultado, melhor, e maiores as suas chances de destrancar aquela porta. É simples e direto, e ainda estará dando a resposta certa. Qualquer coisa a mais e eles não conseguirão acompanhar a explicação. Confie em mim, eu já vi isso. ;)

  • Dica nº6: Pergunte se eles jogam videogames.

Jogadores de videogames podem ser as pessoas mais fáceis de convencer a jogar RPGs. Eles também podem ser os mais difíceis. Alguns se interessarão por um jogo no qual eles possam moldar o mundo no qual jogam. Alguns não vão gostar da idéia de não poder pegar uma BFG e matar todos os monstros do nível.

A melhor forma de lidar com gamers é simplesmente falar que, nos RPGs, eles têm a habilidade de interagir com qualquer coisa, da mesma forma que num videogame. E, tal qual no videogame, suas decisões determinam se o personagem deles vive ou morre. RPGs podem ser facilmente reduzidos a quase qualquer jogo de videogame.

  • Dica nº7: Tenha entusiasmo.

RPGs são divertidos. Se eles não fossem, nós não estaríamos jogando eles. Quando estiver falando, tenha certeza de que tornará esse fato bastante claro. Quando eu falo com as pessoas do meu escritório que não jogam RPGs, eu estou sempre entusiasmado a respeito. Claro, não seja empolgado em demasia e comece a falar sem parar sobre a raid de seu clã de Warcraft contra uma guilda oponente. Mas deixe eles saberem que você se diverte bastante jogando este jogo. As pessoas gostam de divertirem-se. E se eles virem que você está divertindo-se, elas podem imaginar que este “tal de RPG” pode ser algo que elas possam ao menos tentar uma vez.

Conclusão

Assim como o CF do Covil, eu achei o tópico super interessante [sem propagandas! hehehe]. Fala sobre os principais caminhos para que um não-jogador entenda a coisa toda sem ter nenhum preconceito. Parabéns ao Tony pelo artigo…

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