Estamos jogando certo?

Recentemente o grupo de D&D onde jogo teve um pequeno problema. Um dos jogadores avisou que ia sair e deus seus motivos. Foi difícil de conversar com ele pois ele estava decidido antes de nos anunciar o fato.

Segundo as opiniões dele, o jogo não estava animado para ele pois não gosta de:

  1. mestre que deturpem um cenário [principalmente os que ele conhece];
  2. mestre que dá poder muito facilmente;
  3. grupo que aje mais individualmente que coletivamente;
  4. personagens que pensam mais em tesouros e fama que no bem dos amigos de grupo;
  5. personagens que ignoram a presença de outros personagens, de classe diferente;

Seguindo suas reclamações, pude perceber que realmente o jogo não está fluindo como deveria. Em pouco tempo [menos de 20 dias] nosso grupo subiu vários níveis, simplesmente por estar enfrentando as criaturas que o mestre colocava para nos desafiar.

Entramos numa cidade conhecidíssima de um cenário e ela foi praticamente tomada por criaturas que, quem conhece o cenário, sabe que elas não teriam chance alguma.

Realmente, depois de pensar um pouco, cheguei à conclusão de que é um pouco complicado aceitar certas coisas numa mesa de RPG. Essa coisa de não ter jeito certo de se jogar é correta, até um certo ponto. Nem sempre isso vale. Apesar de alguns da mesa estarem se divertindo [os overpowers] outros não estao gostando da campanha…

Gostaria de ouvir a opinião de alguns amigos sobre o assunto. Até mais…

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7 pensamentos sobre “Estamos jogando certo?

  1. Estilo de jogo é estilo de jogo. Há quem preze por um cenário bem trabalhado e fiel à porposta, e há gente que simplesmente não dá a mínima pra isso. Julgar “certo” e “errado”, nesse quesito, é a coisa mais errada a se fazer, a meu ver.

    Se o pessoal de uma mesa X gosta de jogo hack’n slash e você não joga, não vá atrás da mesa X. Vocês podem ser amigos, mas não jogarem juntos, afinal. E tem o pessoal da mesa Y, que acha que o grupo de RPG tem que andar feito corda de carangueijo, juntinho. E assim por diante. O que um jogador que se preze deve fazer é: ou se juntar com pessoas que joguem de maneira semelhante, ou desencanar e se adaptar ao estilo da mesa. Ou, claro, não jogar mais com eles. 🙂

  2. Exatamente o que aconteceu Allana. O amigo em questão saiu do grupo. Eu ainda continuo por que gosto do jogo em sua forma mais simples. Eles jogam o matar-pilhar e eu vou interpretando. Enquanto der estarei na mesa…

  3. Minha mesa antiga era assim, mais pela cabeça dos participantes que só pelo mestre. A solução é encontrar um mestre que coloque os jogadores na linha, obrigando a gastar dinheiro com background e lembrando da interpretação de cada personagem no momento certo.

  4. Salve,

    Acho que esse é um problema de incompatibilidade que todo mundo enfrenta em algum momento. Sou da opinião que jogadores com interesses semelhantes formam mesmas mais harmoniosas e coesas. Quem não tem uma história de um jogador impulsivo que matou um NPC importante quando todos os demais queriam interrogá-lo (ou seja, interpretar uma tensa situação de negociação e ameaça)?

    Minha opinião. Quem gosta de matança e pilhagem, que tenha isso. Quem prefere interpratação e sutileza, que o tenha também. Mas não juntos. Eu não suportaria uma sessão de hack’n slash. E muitos não fazem questão de uma longa sessão de investigação e mistério.

    Minha dica! Deixe o Rambo em uma mesa. E o Woody Allen em outra. Eles até podem se encontrar pelos corredores e bater um papo, mas nunca estariam juntos no mesmo filme. A menos que fosse uma sátira comandada pelo Mel Brooks, claro.

  5. Eu concordo com a opinião do pessoal.
    Não tem essa de jogar certo/errado, mas estilos diferentes. Se o seu não é o da mesa, ou você se adapta (coisa que o seu amigo não quis fazer) ou cai fora.

    Se RPG é diversão e você não se diverte, não tem porque jogar.

    Pessoalmente não me importo com o item 1, e também não gosto do item 2.
    Quanto aos demais itens… parece a “sindrome do meu personagem é o principal”.

    Obs.: Por que esse cara não mestra uma aventura?

  6. Pingback: Rpgista.com.br - O blog de um jogador de RPG | Overpower? Não, obrigado.

  7. É como eu falei lá no RPGista: não mudo nem a pau o meu estilo de mestrar por causa dos jogadores, é melhor que quem não curtir não jogue – sem estresse, tive muitos que deixaram minha mesa e continuamos muito amigos/primos/irmãos. Do mesmo modo, quando começo a jogar numa mesa que acho ruim, prefiro muito mais cair fora do que ficar enchendo o saco do Mestre. Cada grupo tem que estar sintonizado e nada mais… Inclusive falamos um pouco disso no nosso post polêmico e xingado de excesso de interpretação. =)

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