Algumas dúvidas estranhas do dia a dia…

Essa situações aconteceram em mesas de jogo na cidade de Acaraú, ou simplesmente numa conversa sem compromisso. Mas todas são dúvidas que poderiam atrapalhar a alguns mestres e jogadores com pouco conhecimento.

Vamos à elas:

1 – D&D: O sistema de regras D20 permite que o jogador suba de nível no momento em que ele alcança o requisito em pontos necessário. Mas digamos que um personagem de 9º nível está dentro de uma masmorra e destrói sozinho um inimigo que o concede os pontos de experiência necessários para subir ao próximo nível. Acontece que o personagem dele é pensado desde os primeiros momentos. Ele pretendia agregar uma classe de prestígio no 10º nível e acaba de alcançar os XP’s necessários. A dúvida: Ele poderá pegar esse nível na classe de prestígio, mesmo estando sozinho e não tendo com quem aprender a usar as novas habilidades? E quem deu o prestígio para ele dizer que tem uma classe de PRESTÍGIO?

2 – Mundo das Trevas: No mundo das trevas todos os personagens começam como humanos, sem poderes e totalmente normais. Recentemente, numa conversa para saber se haveria diferença entre magos, lobisomens e vampiros, chegamos à conclusão [dããã] de que todos foram humanos e por isso o equilíbrio existe. Hoje, é totalmente normal ver um grupo formado por 2 vampiros, 1 mago e 1 lobisomem [ou qualquer outra formação extravagante], por exemplo. Atualmente as criaturas têm os poderes num nível parecido. Mas e antes? No velho mundo das trevas. O que fazia com que magos, lobisomens e vampiros lutassem tão incessantemente? Por que, principalmente, magos e lobisomens não se juntavam de maneira alguma? Se dois amigos se tornassem criaturas da noite, virariam inimigos? [Veja bem. Isso no mundo das trevas “antigo”].

3 – Gurps: Rápida e direta. Um personagem [NT7] compra um GPS numa loja de eletrônicos. Lê todo o manual e diz que vai usar o aparelho, sendo que ele não gastou nenhum ponto em Operação de Aparelhos Eletrônicos, ou qualquer perícia relacionada a esse tipo de tecnologia. O que o mestre deve fazer? Deixar ele burlar o sistema, usando uma perícia que não têm [só por que ele leu o manual] ou alguma outra coisa?

Eu era mestre de uma mesa onde aconteceu a situação de Gurps e pedi para o jogador testar a perícia com o nível pré-definido. O Nível de Habilidade dele ficou muito baixo e ele não teve sucesso. Até hoje ainda ouço comentários sobre essa situação [“Onde já se viu. Ler o manual e não saber utilizar o aparelinho!”], mas não vejo de forma mais fácil de ser resolvida.

Bem, essas dúvidas me vieram à cabeça e gostaria da opinião de alguns leitores.

Até…

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5 pensamentos sobre “Algumas dúvidas estranhas do dia a dia…

  1. 1° Sem problemas. Vc pode fazer a parte do aprendizado da classe de Prestígio Off-Game. Vamos dizer que vc matou o bicho e se encheu de auto-confiança (XP) para pedir aulas áquele recluso professor. Ou quem sabe, justamente derrotar sozinho aquel bicho fosse o último passo que vc precisava para virar a classe que vc queria.

    2° Magos e Lupinos se odeiam por que os mgos drenam energia mística dos Caerns que são fontes naturais disso. Agora quando dois amigos viram essas coisas eles tem a opção de manter a maizade em segredo – mas fatalmente vão discutir. É a mesma coisa de dois amigos d einfância que, quando cresceram um virou policial e o outro assassino.

  2. Valberto. Quanto a sua resposta sobre D&D.
    Sendo dessa maneira, eu até concordaria. Mas o que sempre vejo é o jogador avançar de nível, mesmo sem sair da masmorra [que é o que me incomoda]. E isso eu acho repugnante, totalmente sem sentido, sem “prestígio”…

  3. 1º Se o cara vai pegar uma classe de prestigio de “homem de armas” então ele poderia aumentar a base de ataque, alguns pontos de pericia, mas nenhuma habilidade especial da classe de prestigio, até obter o treinamento especial. Caso a classe seja conjuradora, ganharia niveis de coinjuradores, mais magias diarias, mas apenas uma magia nova (talvez que já estivesse no “livro”, ou despertada pelos poderes de feiticeiro, consedida pelo deus mesmo sem os rituais de]ivinos necessários).

    2ºEles não costumam se juntar por que os lobisomens são bixos pregos da peste, que querem matar todos (até humanos), os vampiros são bichos famintos dos infernos, querendo dar uma mordida em tudo que é ser vivo (em especial lobisomem), nesse meio os magos se fodem por causa dos outros dois. isso sem ontar que a sociedade dos três seres condenam as uniões, caçando os dois individuos impiedosamente. Mas todos os jogos que joguei sempre tinham algumas uniões inusitadas, pois essa linha é perigosa, mas bem tenue.

    3º Acho que permitiria teste de IQ como pre definido para coisas com preparação e instrução. O pré definido seria para desarmar uma bomba cortando o fio azul ou vermelho? No seu caso o cara teria sido explodido! heheheheh.

  4. Rsemente. Beleza. Agora imagine que esse personagem tem todas as suas perícias voltadas para armas de fogo e perícias de combate.
    Ainda acha a mesma coisa?

    Se bem que o IQ como pré-definido pode ser uma boa idéia, já que ele tinha alguma preparação [livro de instruções]…

  5. 1. As classes de prestígio foram pensadas como uma evolução nas habilidades do personagem, e não conhecimento oculto que numa tarde um mestre recluso passaria para seu discípulo (a menos que se usem as regras chatas de treino da 3e). Dessa forma, a menos que a classe de prestígio exiga um mestre, o personagem a adota da mesma maneira que uma classe qualquer. Claro que certas classes de prestígio (como as Harpstas) só deveriam ser adotadas com o consentimento do DM e dentro de uma perspectiva maior (por exemplo, os PJs realizando um grande feito para os harpistas, tendo o acesso às suas classes de prestígio).

    2. No Mundo das Trevas “antigo”, os lobisomens, ou Garou, eram combatentes de Gaia, a Mãe-Terra, e viam os vampiros como criaturas da Wyrm, uma entidade cósmica enlouquecida e responsável por todo o mal no mundo e os magos como seres a serem evitados. Os vampiros, ou Cainitas, eram seres amaldiçoados que viam os Garou como selvagens e os magos com hesitação. Os magos, ou Despertados, eram seres de extremo poder, capazes de sobrepujar os poderes dos Garou e dos Cainitas.

    3. Teste de Perícia pré-definida, com um bônus pela leitura do manual. Veja bem, mesmo que você leia um manual não significa que você sabe operar um dispositivo, mas se leu, sai em vantagem.

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