O Mestre que se lasque…

Em continuação ao post de mesmo nome no site Gurps Nation.

“Os jogadores criam personagens: um clérigo da Deusa da Paz, um ladrão sanguinário, um cavaleiro-mago alcoólatra com um “inimigo” de vários pontos, um orc “berserker” mercenário.  “Nossa, quero só ver como o mestre vai fazer pra juntar personagens tão distintos ao redor dum só objetivo!”

Rá!  O que o mestre vai fazer?  O mestre não vai fazer nada!

Isso é muito comum: o jogador tá a fim de jogar com determinado tipo de personagem e simplesmente o cria, sem pensar nos outros jogadores.  Compra desvantagens que vão prejudicar o grupo todo sem perguntar pros companheiros o que eles acham.  E depois toca pro mestre ficar fazendo o meio-de-campo pros jogadores não se matarem durante o jogo.”

De uma forma mais grosseira, pode-se dizer que o mestre tem o trabalho de narrar a estória. Atualmente nos grupos que eu tenho participado, mestrando ou jogando, os jogadores são exatamente assim. Há algumas exceções, com certeza.

Alguns dos jogadores podem dizer que o mestre deu liberdade para tal coisa, mas acho que o jogador tem que ter o bom senso de saber que ele também e responsável pelo enredo. Que cada jogador vai fazer parte daquilo que vai ser montado.

Em um dos comentários do post lá no site, o PV disse:

1) O mestre tem poderes infinitos e universais, somente dentro da narrativa, fora ele é uma pessoa como qualquer jogador;

2) A GRANDE idéia do RPG é construir uma história ou aventura com a participação de todos, do contrario seria uma narrativa contada;

3) A diversão é importante, isso cabe ao mestre e ao jogador;

4) O mestre tem “poderes” para arruinar um personagem… e um personagem tem “poderes” para arruinar a aventura! Pensem em cooperação!

Nada mais justo e correto.

A diversão tem que ser de ambas a partes. Se não for, acho que não é RPG…

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7 pensamentos sobre “O Mestre que se lasque…

  1. Aqui em Fortaleza, apesar das pouquíssimas vezes que tive a oportunidade de jogar, presenciei algo muito legal.

    Onde o mestre marcava uma primeira sessão de jogo pra perguntar quais os anseios dos jogadores e apresentar a proposta dele. Os jogadores e mestre discutiam entre si como as coisas começariam… como os personagens deveríam ser.

    Sem aloprar demais pro coitado do mestre… mas sem quebrar as pernas dos jogadores.

    Era tudo um concenso.

  2. Obrigado à todos pelos comentáriso. Mamangava, vamos passar a trabalhar ainda outros posts seus.
    Alex, infelizmente isso acontece, mas a solução que esse rapaz encontrou de ter uma sessão só pra discutir isso, pode ser uma saída. Mas aqui em Acaraú isso acontece também [a conversa acontece, mas não é marcada uma sessão só para isso, entende].
    Porém o pensamento da maioria dos jogadores continua o mesmo. Fazer um personagem legal, e o mestre que se lasque…
    hehehe

  3. Obrigado à todos pelos comentários. Mamangava, vamos passar a trabalhar ainda outros posts seus.
    Alex, infelizmente isso acontece, mas a solução que esse rapaz encontrou de ter uma sessão só pra discutir isso, pode ser uma saída. Mas aqui em Acaraú isso acontece também [a conversa acontece, mas não é marcada uma sessão só para isso, entende].
    Porém o pensamento da maioria dos jogadores continua o mesmo. Fazer um personagem legal, e o mestre que se lasque…
    hehehe

  4. Alexandre, concordo com vc em gênero, número e grau… Só queria acrescentar que por vezes o contrário acontece… Antigamente jogava com um mestre que tinha uma forma bem peculiar: ia mestrar uma campanha, eu sempre perguntava (e os outros players) quais as vantagens, características, estilo melhor se adequavam ao enredo a resposta sempre era evasiva… faça como quer. Depois, ao longo da aventura, percebia restrições e mais restrições ao personagem ao ponto de descaracteriza-lo por completo, (isso em diversas campanhas), o que me faz pensar: o cara nunca tinha uma idéia muito clara do que queria pra campanha, o pior é que não havia espaço 9ou muiro pouco) para contribuição dos players na sessão, enfim, não jogamos mais, mas o problema da falta de comunicação acho que ta bem caracterizada, só que desta vez o responsável é o narrador…

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