Esperando, na Morte, retribuir sua amizade em Vida

Imploro que você leia estas linhas, se ainda tiver algum amor por mim. Você não pode imaginar o trabalho hercúleo que é, em minha condição presente, levantar uma caneta. Mas eu teria podido, quando ambos éramos vivos, cavar os Alpes com minhas mãos nuas, para chegar até você.

Nas páginas a seguir você encontrará as respostas para muitas questões que nosso grupo de amigos levantava nos velhos tempos: com quanto ardor queríamos desvelar esses mistérios! Acredito que nossos dois queridos amigos chegaram na minha frente. Eu os procuro com fervor, mas sem esperança – porque seria mais fácil achar um navio em pleno oceano, sem conhecimento de seu curso ou velocidade, que encontrar uma determinada alma neste reino infernal.

Procure entender por que me sacrifico tanto para traçar estas linhas. Eu não escrevo movido por arrependimento, nem por quaisquer preocupações altruístas pelas almas dos outros, embora a sua alma me seja cara. Aliás, não contesto o seu domínio sobre ela. Simplesmente acredito que você precisa conhecer certas coisas, para que sua descoberta de alguns mistérios terríveis não seja tão difícil e súbita quanto foi a minha. Quero que você esteja preparada para assimilar todo o conhecimento que a aguarda. Portanto, minha querida Mary, aí estão as informações: dê-lhes o destino que lhe apetecer.

Do seu amigo, que agora pensa em você mais que nunca…

George

Texto retirado do Livro Aparição – O Limbo
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