Sou Mestre, mas não mato os PdJs dos Jogadores!

Acho que esse, a morte dos jogadores, seja um dos pontos que mais diferencia um mestre de outro.

Coisas como fazer um encontro tão dificil a ponto de os jogadores não conseguirem escapar. Matar os personagens e achar que isso acrescenta algo a campanha. Chegar a se sentir vitorioso com a derrota dos jogadores. São coisas que não consigo fazer ou sentir. Sei que muitos mestres não tem essas predileções, mas acredito que exista alguns por ai.

Voltamos a velha questão sobre: se estão se divertindo não há nada de errado. Mas em muitos casos parece difícil que todos em uma mesa se divirtam com a morte de personagens. Fica claro que pelo menos aquele que perdeu seu personagem ficará um tanto triste e não estará se divertindo.

Sei que existem as mortes “necessárias”. Mas essas mortes devem envolver situações que levem a um desfecho bom para o grupo e que isso seja resultado direto dessa morte. Existe também a questão do jogador chegar a fazer algo tão idiota que realmente deve ter como destino final a morte.

Para mim acho muito difícil levar o personagem ao ponto de encontrar a morte. Principalmente quando o grupo é rescente e estiver no inicio de uma aventura. Sei que isso leva os jogadores a terem aquele problema de acharem que nada pode atingí-los e que podem fazer o que quiser. Estou trabalhando mentalmente para tentar encontrar o equilíbrio nessa situação, mas é uma questão realmente delicada.

O mais engraçado é que como jogador sou mais “assassino” do que como mestre. Quando o rpg aqui na cidade era mais ativo e eu jogava bem mais, cheguei a dar cabo de alguns personagens de amigos meus e na maioria dos casos, que foram mais ou menos apenas 3 ocasiões, foi por motivo de divergência de opnião em uma determinada questão. Mas essa é uma outra história para um próximo post: Quando os jogadores se matam! (hehe…)

Se possível gostaria de saber de outros mestres que estejam lendo esse post, como vocês lidam com a morte dos jogadores? Ou mais importante ainda, como vocês levam os jogadores a encontrar esse destino inevitável para quem vive, que é a morte? Se der pra aparecer algum relato de algum caso em mesa, seria muito interessante.

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9 pensamentos sobre “Sou Mestre, mas não mato os PdJs dos Jogadores!

  1. Eu deixo a vida me levar… Narro as consequências de o que os jogadores fazem e isso leva, inevitávelmente, à morte de alguns.

    Não acho que um mestre deva “passar a mão” na cabeça do jogador que fez algo que o leve à morte.

    Recentemente um colega me mostrou a seguinte questão. Jogam num cenário medieval onde o uso da pólvora é proibido. Um dos personagens teve acesso à fórmula da pólvora. Criou uma bomba enorme [para os padrões medievais] e jogou na casa de um seu desafeto. Matou toda a vizinhança e ainda atraiu a atenção de todas as autoridades da cidade. Fora alguns caçadores de usuários de pólvora. Na minha mesa, creio que esse jogador não teria durado mais que duas sessões, mas o meu colega pediu pra discutirmos uma solução que não o fizesse tirar o personagem do jogo.

    Acho que ele pensa como você. Deve ter dificuldade em decidir se a morte do personagem faz parte da diversão.

  2. Eu evito a morte de jogadores, nao planejo coisas impossiveis de serem resolvidas e sempre deixo possibilidades para os PJs. Mas mesmo assim, algumas vezes acontece de morrer personagem na mesa…

    Agora, quando o cara marca bobeira, nao tem como ter pena [lamento pela historia, mas nao pelo jogador], como na penultima sessao da minha mesa, coloquei uma sala de tortura, escura e abandonada ha decadas, mas em um canto da construcao, na porta, com um belo buraco na parede e teto, deixando entrar um feixe de luz que pegava so na abertura da porta. O grupo tem nivel 3, o monstro, um espectro ND 7… o que deveria acontecer? Eles comecarem a enfrentar o bicho, nao conseguirem e fugirem pela porta. O Espectro nao passa pela luz e eles se salvam. O monge com conhecimento de religiao poderia ter a ideia de falar com o difunto morto fantasmagorico e ele revelar algo.

    O que aconteceu? Eles nao deram conta de bater no difunto morto fantasmagorico e decidiram fugir, menos o barbaro que tentou por mais de uma vez intimidar o espectro com berros furiosos de guerra. MORREU… mesmo os jogares [e respectivamente seus personagens] tentando tirar o barbaro (Int 14) da sala.

    Eu fiz questao de jogar dados abertos e mostrar ao jogador em apuros e todos na mesa que a morte do personagem foi culpa unica e exclusiva dele mesmo.

    Ja tive personagens que morreram heroicamente e um que se matou para cumprir um objetivo maior… mortes necessarias que engrandeceram a historia.

  3. Jogo RPG a quase 18 anos… no início tive a minha fase mestre malvado… e como era bom nisso…rsrsrs
    Hoje prezo pelas ações/consequencias dos jogadores… agora não tem jeito… tem jogador ou grupo de jogadores que realmente pede para morrer! Ai meu amigo não tenho dó… o mestre malvado de antigamente aflora e dependendo da situação … será uma morte mais ou menos heroica… dependendo do contexto, do histórico do personagem e da trama…
    Agora para aqueles na minha mesa que fazem péssimas escolhas ai não tem jeito… é morte… se a idiotice for fenomenal ai será morte com requintes de crueldade… huahuahuaua

  4. Particularmente eu acho que o narrador tem que desenvolver uma aventura que seja desafiadora e o desafio nem sempre implica como conseqüência a morte do personagem, mas quando envolver, meu conselho é: crie um encontro JUSTO e tente matar os personagens. Se conseguir bem, em caso contrário os jogadores agradecerão por uma sessão desafiadora.

    Com isso quero dizer que quando o mestre cria um encontro muito além das capacidades dos jogadores, eles tem que ter uma alternativa de fuga – um desafio de perícias cai bem aqui para a quarta edição – mas não ter essa opção é prova que o narrador não tem bom senso.

  5. Concordo plenamente Franciolli. Acho que deve haver um desafio proporcional. Como eles vão solucionar, já é um problema deles. Desde que o mestre seja imparcial, a morte é só mais um acontecimento.

  6. Quando a morte parece algo distante os jogadores tende a não medir as consequencias. Nas quando participei de mesas (muito antigamente) não matei ninguem. Contudo a morte é o que valida a vida…

  7. Somente duas coisas matam personagens na minha mesa: decisão do jogador, ou burrada extrema do jogador. Em geral, eu prefiro aplicar outras punições que não a morte, como ser capturado ou causar a morte de um NPC importante ou querido.

  8. Pingback: Como “punir” um personagem numa aventura de RPG? « Rpgvirtual’s Blog

  9. Só pra constar:

    “Acho que esse, a morte dos personagens, seja um dos pontos que mais diferencia um mestre de outro.”

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