Buffy, A Caça-Vampiros

Aproveitando o momento e a reapresentação do seriado pela RedeTv, volto mais uma vez para relembrar bons materiais do passado. Desta vez o texto é da extinta revista Dragão Brasil, número 51, página 26, que fala de Buffy. Escrito por Flávio Andrade, e com adaptações do próprio Flávio, Marcio “Wicket”, Danniel Moa e Paladino, para os sistemas Gurps, Storyteller, 3D&T e Era do Caos. Mas neste post não colocarei as adaptações, deixando por conta de cada mestre interessado. Além disso, as adaptações são bem simples, nada que faça muita diferença, apenas dá uma idéia para começar. Porém se alguém fizer questão é só avisar.

A matéria da DB conta com fichas de alguns personagens da série, mas estes vão ficar para uma próxima oportunidade.

 

BUFFY, A CAÇA-VAMPIRO

“Buffy, a Caça-Vampiros é uma série de TV que conta a história de Buffy Summers, uma adolescente de 16 anos que acaba de chegar à cidade californiana de Sunnydale. Ela quer fu­gir de seu passado, de seus problemas como caça-vampiros e do divórcio dos pais. Tenta le­var uma vida normal com seus novos colegas de escola – mas eis que surge Rupert Giles, aparentemente apenas um bibliotecário, mas na verdade membro de uma sociedade secreta que orienta as caça-vampiros.

A série de TV é a continuação de um filme de mesmo nome, no qual uma adolescente en­frenta vampiros e outras criaturas – mas protagonizado por outra atriz, e com uma abor­dagem mais cômica. A série tenta ser mais sé­ria que o filme (mas nem sempre!), criando ten­são entre as atividades demoníacas enfrenta­das pela turma de Buffy e as dificuldades nor­mais de um grupo de adolescentes. A mistura fez a série decolar: o tema “adolescentes en­frentam demônios” tinha tudo para ser um fias­co, apenas mais um seriado trash, mas conse­guiu impor respeito ao criar alguns episódios intensos e emocionantes.

A jovem Buffy não combate apenas vampi­ros, mas também tudo que é sobrenatural e maligno. E também não está sozinha: conta com a ajuda de Giles, seu guardião, e seus amigos: Xander, um carinho meio bobo, mas determina­do em ajudar, e com uma queda por todas as garotas do grupo; Willow, uma tímida feiticei­ra; Cordelia, uma ex-patricinha que ajuda de forma Relutante; e Oz, músico e lobisomem.

Desde o início Buffy recebeu a ajuda de Angel, um vampiro, que mais tarde veio a ser seu grande amor. Porém, uma maldição os mantém separados. Apenas recentemente a pró­pria mãe de Buffy ficou conhecendo seu segre­do, e agora tenta conviver com o fato.

As Caça-Vampiros

Sim, parece que só há mulheres nesta função! As caça-vampiros parecem ser soldados de um grupo que combate os demônios do mundo. Para cada caça-vampiro (e não parece haver muitas) é designado um Guardião, uma pessoa destinada a treiná-la, ensiná-la sobre o mundo místico e coordenar suas ações. A sede dos Guardiões fica na Europa.

Importante: ninguém escolhe ser caça-vam­piro. É um dom, um destino traçado desde o nascimento. As caçadoras possuem força, resis­tência e agilidade sobrenaturais – mas é mais correto dizer que elas têm estes atributos acima do normal para seu porte físico. Buffy deveria ser igual a qualquer adolescente, mas é tão forte quanto um lutador profissional, tão ágil quanto um mestre de artes marciais e mais du­rona que Mike Tyson!

O principal código de uma caça-vampiros é jamais matar um humano normal. E o equipa­mento básico de uma caça-vampiros são os tra­dicionais estacas, frascos de água benta, cruci­fixos e alho (nesta ordem).

Entre outras caça-vampiros conhecidos te­mos Kendra, que apareceu em Sunnydale quando Buffy ficou morta por alguns instantes. Muito mais séria e dedicada, foi morta pela vampira Drusilla; e Faith, uma caçadora ingle­sa que fugiu para Sunnydale quando sua Guardiã foi morta. Com instintos violentos, fi­cou perturbada ao matar um humano; acabou se tornando aliada do prefeito e se voltando contra seus antigos amigos.

Os Vampiros

Os vampiros de Buffy talvez sejam a versão menos poderosa deste mito – eles praticamente caem feito moscas! Com raríssimas exceções, possuem atributos físicos excepcionais para um ser humano, mas não sobrenaturais. São imor­tais, mas sem poderes místicos inatos (apenas feitiçaria, em alguns casos). Dependem unica­mente de sangue para viver, qualquer tipo de sangue. E quando se alimentam, dificilmente deixam a vítima livre.

A “vampirização” segue mais ou menos o processo tradicional: é necessário que o vam­piro beba o sangue da vítima e depois a ali­mente com seu próprio sangue. Contudo, quan­do esta se torna um vampiro, sua alma é domi­nada por uma essência demoníaca. Ou seja, TODOS os vampiros são maus. Aquilo que a pessoa era antes influi muito pouca ou nada no seu comportamento futuro. Na verdade, os vam­piros são vistos mais como um tipo de demônio.

No momento do ataque, ou durante des­controle emocional, a face de um vampiro (até então normal, só um pouco mais pálida) se tor­na monstruosa. Os vampiros de Buffy não têm reflexo no espelho. Todos têm presas e poucos apresentam garras, apenas alguns mais antigos e poderosos. Às vezes surge algum vampiro com características físicas bem particulares, como chifres, pés de bode e coisas assim.

Se as vantagens dos vampiros são poucas, as fraquezas são muitas:

  • Um vampiro simplesmente não pode entrar em uma casa sem ser convidado.
  • Água benta provoca queimaduras dolorosas. Bebê-la é morte certa.
  • A cruz mantém os vampiros afastados e quei­ma ao toque.
  • O alho consegue mantê-los afastados e tam­bém pode causar queimaduras.
  • O fogo realmente queima um vampiro, mas para matá-lo é preciso queimá-lo totalmente e espalhar bem as cinzas, pois um vampiro mais poderoso poderá ser reconstituído.
  • O vampiro pode agir normalmente durante o dia ou mesmo ver a luz do sol (eles até circulam em carros com vidros enegrecidos). Mas se for tocado diretamente pelo sol, começa a quei­mar feito papel.
  • Estacas são as maiores e melhores armas con­tra vampiros. Uma vez enfiadas no coração, transformam o vampiro em pó instantaneamen­te, sem deixar vestígios! As estacas devem ser feitas de madeira. Flechas e setas de madeira são igualmente eficazes, e por isso uma boa besta também faz parte do arsenal de uma ca­çadora. Raios, Buffy já chegou a empalar vam­piros com cabos de vassoura, pés de cadeira e até com um lápis n02! Às vezes surge um vam­piro mais poderoso, imune às estacas comuns, sendo necessária uma estaca maior – e mais for’­ça no golpe – golpe que, aliás, nem precisa ser tão certeiro assim.
  • Quanto a espadas, o aço só mata quando usado para decapitar o vampiro.

Os vampiros mais populares da série são Angel, quase namorado de Buffy; Spike, inimigo de Angel e apaixonado por Drusilla; e Drusilla, cria de Angel que enlouqueceu e possui pode­res de sugestão mental.

* * *

Feiticeiros

Em Buffy, a feitiçaria está ficando mais impor­tante que os próprios vampiros! Willow, amiga de Buffy e craque em informática, agora é apren­diz de feiticeira. O prefeito fez um pacto com o demônio, domina quase tudo que há de sobre­natural na cidade e vive fazendo rituais, sendo agora o grande vilão da série.

Novos rituais e itens mágicos podem apare­cer a qualquer momento. Temos uma máscara tribal capaz de criar mortos-vivos, uma luva que canaliza relâmpagos, poção de amor, rituais capazes de criar ou desfazer maldições, mudar a personalidade, transformar sonhos em reali­dade, realizar desejos … Alguns rituais exigem apenas cânticos ou frases arcanas, outros po­ções com asas de morcego, desenhos ou obje­tos místicos. Ou tudo junto! E às vezes pode dar errado; quando isso acontece, dificilmente é um simples “não funcionou”.

Não chega a ser necessário ter um dom es­pecial para realizar rituais, apenas conhecimen­to místico. A própria biblioteca da escola tem muitos livros de ocultismo, onde Giles obtém informações que ajudam Buffy a derrotar os de­mônios que enfrenta.

Às vezes também é possível obter um efeito mágico através da ciência – como no caso em que um estudante criou uma poção estilo “o médico e o monstro”, e outro que criou um novo Frankenstein.

* * *

Lobisomens

Oz, namorado de Willow, recebeu a maldição, ao ser mordido por seu primo, um lobisomem também – os únicos conhecidos. Trata-se de uma versão mais clássica do mito.

Oz se transforma em lobisomem em noites de lua cheia. Perde totalmente a razão e não se lembra das coisas que fez. Ao se transformar, fico um pouco maior que um lobo comum e anda sobre quatro patos, embora mais pareça um macaco de rabo comprido …

* * *

Outros

Imensa variedade! Existem mais tipos de seres sobrenaturais em Buffy do que em todos os livros e suplementos do Mundo das Trevas! Monstros com cara de polvo, cara de bode, cara de porco … meio-homem, meio-cobra. Uma ser­pente gigante que habita os esgotos. Um ho­mem formado pela união de milhares de ver­mes. Uma múmia inca que rejuvenesce ao su­gar a essência vital das pessoas. Hienas que trocam de corpos com humanos. Uma mulher que fica invisível. Mortos-vivos de todos os ti­pos. Fantasmas com incríveis poderes de mani­pular a realidade, criar ilusões e possuir cor­pos, mesmo vampiros. Até robôs!

* * *

Existem também várias Ordens místicas. A mais interessante é a Ordem de Turaka, com­posto pelos mais estranhos e perigosos tipos de “caçadores de recompensa”. Quando a Ordem é contratado, envia um assassino de cada vez até que o alvo seja destruído.

Mais de uma vez ouvimos falar de uma di­mensão demoníaca, onde os humanos vivem como escravos e sofrem as piores torturas. Nes­ta dimensão o tempo possa de forma diferente: poucos dias em nosso mundo significam toda uma vida no “inferno”.

À primeira vista pode parecer que o mundo de Buffy está superlotado de seres sobrenatu­rais, mas na verdade isso só acontece com Sunnydale. A cidade é conhecida pelos místi­cos como “Boca do Inferno”, um tipo de portal que ligo esta realidade para uma dimensão in­fernal, e por isso funciona como um poderoso foco de energia mística – atraindo, assim, mais criaturas e fenômenos estranhos que qualquer outro lugar do mundo.”

 

As palavras do Guardião Giles dizem tudo: “Este mundo é mais velho que qualquer outro que conheça. E, ao contrário da crença popular, não começou com um paraíso. Durante eras não registradas, os demônios caminharam sobre a terra, fazendo dela sua casa, seu inferno.”

Este é todo texto da matéria, com exceção das fichas e das adaptações, como foi avisado no inicio do post. Para Gurps é possível utilizar com facilidade, assim como dito na adaptação. O que pode ajudar muito é o suplemento Gurps Horror, sem precisar dizer por que. As regras de Lobisomem e de Vampiro encontradas no Gurps Fantasy, também seriam de muita ajuda.

Por enquanto é isso. Em breve teremos mais momentos lembrança.

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2 pensamentos sobre “Buffy, A Caça-Vampiros

  1. Pelo pouco conheço, acho muito distante dos meus padrões de jogador de rpg. A ambientação é fraca, os vampiros são infantis e sem conteúdo. A historia deixa muito a desejar…ou seja, acho tudo fraco.

  2. Oscar, não concordo com você pelo simples fato de achar que tudo depende de como você joga. Se quiser vampiros que comandem cidades inteiras ou nações, você pode muito bem aumentar o poder deles ou as suas influências. Caso não goste de suas fraquezas físicas, melhore-as. Dizer que são fracos é desnecessário, pois todos estamos vendo que são, e o próprio artigo afirma isso, em certo momento, que eles caem feito moscas.
    Prefiro não alongar demais o assunto, mas eu gostei da ambientação. Para GURPS ela é bem alocada e bem estruturada, deixando espaço para personagens de 100 pontos conseguirem interferir em qualquer estória.
    Concordo que são bem inferiores aos vampiros d’A Máscara, ou d’O Requiém, mas eles representam os vampiros “dessa ambientação” e não os vampiros em gerais.

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