[Personagem] Donovan

Esse personagem era pra ter sido enviado para o blog PcPronto, do Mestre Meyer, mas eu não resisti. É um importante personagem que utilizei em meu último jogo de rpg para Gurps, que tinha como Game Master Alexandre Nordestinus, o mesmo do blog Zona Neutra. Porém, garanto que esse será um dos poucos personagens apresentados aqui, a grande maioria será mandando para o Mestre Meyer, para postar no blog PcPronto.

Porém nesse artigo encontra-se o background e a ficha técnica do personagem. A ficha com suas caracteristicas estão com o Amigo Alexandre, o mestre na ocasião. Esta, a ficha, será mandada para Mestre Meyer, e se ela for postada no blog PcPronto eu colocarei o link aqui. Se não for postada lá é porque ela não merece ser apresentada ao público.

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FICHA TÉCNICA DE BRYAN DONOVAN

 

NOME: BRYAN DONOVAN
SEXO: MASCULINO
PESO: 75 kg
ALTURA: 1,78 m
COR: PARDO
IDADE: 26 anos
NOME DO PAI: MARCOS DONOVAN
NOME DA MÃE: JULIANA DONOVAN
OUTROS PARENTES: NÃO
AMIGOS: DIANA SALES, ANDERSON MARQUES, ELOISA MARA, WALTER LIMA E SARA VEIGA.
IMPLANTES BIÔNICOS: OS DOIS BRAÇOS, AS DUAS PERNAS E OS OLHOS.
ARMAS DE COMBATE: PISTOLA LASER, FUZIL,ESPADA CURTA E GARRAS.
COMBATE CORPORAL: CARATÊ.
Nº. DE VÍTIMAS ELIMINADAS EM AÇÃO: 13
Nº. DE VÍTIMAS QUE ESCAPARAM: 4
PENSAMENTO: MATAR OU MORRER!

bryan

PERSONALIDADE:

Meio depressivo. Parece procurar a morte em cada uma de suas missões. Apresenta inicio de depressão e fortes oscilações de humor. Não é muito inteligente, mas apresenta uma forte esperteza nas ruas. Não se mostra valentão, com exceção dos momentos certos ou quando provocado.

Não gosta de ouvir músicas ou ver televisão, na verdade são poucas as coisas que gosta atualmente.

SITUAÇÃO ATUAL:

Atualmente Donovan encerrou uma tarefa. Porém foi uma das tarefas mais simples: entregar um pacote. Entregou e recebeu o pagamento. Em seus momentos de folga, quando de dia, anda pelas ruas fazendo um reconhecimento das pessoas. Ou então treinando em uma academia qualquer. A noite gosta de ir a bares de estripes e festas em geral, mas dificilmente por diversão, na maioria das vezes vai em busca de serviços, contatos ou simplesmente observar em que pé anda a movimentação pela cidade.

* * *

Essas são as principais informações que o centro de inteligência conta sobre o alvo. As buscas por informações continuam assim como o acompanhamento do mesmo. Abaixo, em anexo, há um texto que foi retirado de uma fita cassete, encontrada em uma das celas da delegacia local.

. . .

***incio do texto***

É muito difícil perceber a realidade e ver as coisas de uma maneira normal. A muito não durmo direito e nas poucas vezes que consigo dormir tenho pesadelos. Minha historia não tem nada de agradável e talvez você não se interesse em ouvi-la, mas caso queira, escute a fita até o fim.

Desculpe por não ter gravado essas informações em um CD ou outra droga mais tecnológica, infelizmente essa é a única coisa que tenho a mão.

Tive uma vida normal em minha infância. Nasci na capital do Ceará, Fortaleza, e vivi nela toda a minha vida. Sou filho de Marcos e Juliana Donovan e nada mais merece ser dito sobre a minha infância.

Aos 14 anos tive a maior tragédia de minha vida. Meu pai, minha mãe e eu voltávamos de um final de semana no interior e o carro em que vínhamos sofreu um grave acidente, chocando-se de frente com um caminhão. Ainda hoje não tenho certeza de quem foi a culpa: se do caminhoneiro, em suas longas horas acordado, ou minha, em meu ataque de egocentrismo, que me levou a discutir com meu pai e desviar a atenção dele da estrada. O fato é que nunca vou perdoar o culpado. Só falta descobrir quem ele é: eu ou motorista.

Como você pode perceber por essa fita, escapei do acidente, mas num péssimo estado. Para meu azar fiquei preso entre os ferros retorcidos. Os bombeiros só conseguiram me tirar do carro cortando minhas pernas, pois o veiculo estava prestes a explodir. Mais tarde no hospital descobri que meu braço direito também estava comprometido, esmagado no acidente e foi amputado também. Passei messes no hospital.

Além de carregar a culpa pelo acidente e perder três de meus quatros membros, ainda carrego a certeza da perda de minha mãe. Meu pai sobreviveu ao acidente, mas passou a viver em cima de uma cadeira de roda. E para aumentar a minha tragédia ainda tenho que carregar o desprezo do meu pai, que me culpa pelo acidente.

Depois que meu pai e eu saímos do hospital, voltamos para nossa casa em fortaleza. Foram dias difíceis. Em pouco tempo meu pai perdeu todo dinheiro que tinha e passamos a ter dificuldades financeiras. Ele vendeu todos os seus bens, a casa foi por último. Mudamos para um pequeno apartamento em um bairro afasto e sujo. Durante esse período mal nos falamos e eu podia perceber em seus olhos que a minha presença fazia com que as péssimas recordações daquele dia nunca acabassem.

Meu pai nunca se preocupou em comprar próteses para mim e a minha tristeza não me deixava pensar nisso. Passei muito tempo em cima de uma cama, sendo tratado por uma enfermeira contratada e depois que o dinheiro acabou pelo meu próprio pai. Porém um dia meu pai saiu de casa enquanto eu dormia e nunca mais voltou. Fiquei sozinho em cima de uma cama esperando o meu fim chegar, mas o destino nunca que iria me dar esse presente naquele momento. Dois dias depois que meu pai saiu de casa, uma vizinha estranhou a falta de movimentação e me achou abandonado na cama em uma situação que eu prefiro não descrever. A minha vizinha Diana chamou a assistência social e eles me levaram para um abrigo.

Diana, a mulher que me encontrou, é uma das poucas amozades que tenho, mas a historia dela eu conto em uma próxima oportunidade.

(barulho e a fita é interrompida, passa um tempo em silencio, depois parece ser desligada, mas logo em seguida continua)…

Sinto muito pela interrupção, mas estou aqui de novo, vamos continuar.

Depois que meu pai e eu saímos do hospital passaram-se quase dois anos, até meu pai me deixar no dia em que a morte de minha mãe completou exatamente dois anos. Depois que meu pai partiu passei a morar em um abrigo e para falar a verdade nunca me importei. Eu teria passado meus últimos dias ali, esperando a minha morte chegar e acabar com toda a minha tristeza, mas como já disse antes o destino nunca que me daria esse presente.

Passei oito anos morando no abrigo. Diana me visitava quase todos os meses, pelo menos uma vez, durante esse período. Nos dez anos que se seguiram desde que minha mãe morreu, a tecnologia evoluiu muito e eu descobri isso através de Sovelis. Um dia quando não esperava mais nada da vida, enquanto eu tomava meu banho de sol, ele chegou ao meu lado. Com um simples olhar ele me fez entender que sabia o que se passava em meus sentimentos e entendeu que eu tinha desprezo pela vida.

Sovelis me contou do mundo além das paredes do abrigo, como as coisas haviam mudado e o quanto eu poderia aproveitar tudo isso para fazer minhas lembranças ruins sumirem. Sem demora deixei que ele me levasse. Não sei o que ele viu em mim, mas com certeza não foi algo bom. Minha única tristeza nesse dia é não ter me despedido de Diana.

Em poucos meses eu estava nas ruas. Sovelis me deu duas pernas e um braço. Eram mecânicos, sem sentidos, sem vida e frios, mas melhores e mais fortes. Em troca eu fazia o que ele me pedia: ceifar vidas. Não importava quem era, classe social, cor ou religião, só importava que Sovelis me indicasse. Mas a única ordem que eu aceitava era: MATE. Eu não torturava e não seqüestrava, simplesmente entregava o doce alivio da morte.

Seis meses depois que recebi meus novos membros, percebi que eu não era bom o suficiente. Algo estava me atrapalhando, demorei um tempo até perceber o que era: meu braço esquerdo de carne, assim como meus olhos. Tomei uma decisão que assustou muitas pessoas: substituir meu braço esquerdo de carne por um mecânico e meus olhos por algo mais eficiente. Sovelis foi um pouco relutante no início, mas devido a minha insistência e meus trabalhos bem sucedidos ele aceitou. Substituíram meu braço, meus olhos e fizeram melhorias no meu braço direito, acrescentando uma garra e um depósito de veneno. Passei alguns meses fora de combate, mas quando voltei já não havia mais nada do meu antigo eu. Abandonei meu antigo nome e assumi o nome BRYAN, mas mantive o Donovan, para não esquecer de onde vim e o que fiz. Deixei minhas emoções de lado e aumentei o meu desprezo pela vida, tanto pela minha, quanto pela dos outros.

Dois anos se passaram desde que Sovelis me resgatou do abrigo e me deu um novo corpo e um novo sentido para minha vida. Serei eternamente grado a ele, mas já não devo mais nada a ele, paguei tirando a vida de muitas pessoas. Há uma semana cheguei até Sovelis e lhe falei que não queria mais ficar ao lado dele, pois precisava descobrir meu próprio caminho. Achei que seria mais difícil, porém ele simplesmente me pediu um último serviço e disse que depois eu estaria livre. Pensei ser um truque, mas aceitei. Depois que conclui o trabalho ele me entregou algum dinheiro, se despediu de mim e eu parti.

Hoje vivo em um quarto no subsolo de um pequeno prédio de um bairro que não lembro o nome. No meu quarto tem uma cama, uma cômoda e um guarda-roupa, tem ainda uma imitação de cozinha em uma bancada embutida: em baixo do lado esquerdo um frigobar e do lado direito uma lixeira; no meio do lado direito um pequena pia e do lado esquerdo um fogão duas bocas, que usa o gás do prédio, em cima o armário de mantimentos. Tudo do meu senhorio como parte do meu contrato de aluguel.

No subsolo há ainda mais três quartos, mas como pude notar, acho que só tem mais um ocupado. Além dos quartos tem um banheiro coletivo, assim como nos outros andares. Bem que o banheiro precisa de uma limpeza, mas pelo menos quase nunca está ocupado quando preciso.

Preciso ir de novo…, mas não demorarei pra continuar.

(novamente barulho, mas desta vez, é possivel ouvir ao fundo som de pancadas em metal e a frase “hora de sair…”)

Já estou de volta, foi bem mais rápido do que pensei. Ainda bem que o gravador e a fita ainda estavam no mesmo tijolo solto que deixei da última vez. Na verdade esse gravador já estava aqui antes mesmo de eu ser preso pela primeira vez. E por coincidência é a terceira vez que fico na mesmo cela dessa delegacia. Mas não se preocupe, pois nunca fui preso por matar, quase sempre é por causa de bebedeira ou brigas. Amanhã estarei nas ruas de novo.

Essa é a minha ultima gravação nessa fita… Não que eu não vá voltar mais pra esse cubículo, mas não terei mais nada a dizer. Esse é o melhor resumo que posso fazer de minha vida. apesar de que não sei se deveria deixar isso registrado.

Não me pergunte o porquê de estar deixando essa gravação, eu acho que é por causa da solidão deste lugar. Essa espelunca quase sempre esta vazia quando estou preso.

Então é isso… Pra você que ouviu essa fita torço, onde quer que eu esteja que sua vida seja infinitamente melhor que a minha… e para que seu caminho nunca cruze com o meu.

***fim do texto***

 

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3 pensamentos sobre “[Personagem] Donovan

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