[Resgate RSC] Por Um Momento de Heroismo

Esse texto foi publicado em 18 de dezembro de 2008, no extinto blog RPG SEM COMPROMISSO. Agora, resgatando as palavras, para que não se percam para sempre, apresento esse texto que fala de como eu gostaria de ver mais heroísmo nas mesas em que jogo aqui na cidade onde moro.

“”As vezes me pego imaginando uma forma de meu personagem fazer alguma coisa heróica. Mas o meu conceito de heroismo sempre envolve a vida de outras pessoas. Perigo e risco de morte. Ou seja, arriscar a minha vida (do personagem) pelo próximo. Já ouvi um de meus companheiros falando em arriscar a vida pelos companheiros de grupo. Porém, pra mim, isso não é bem ser heróico, mas sim uma necessidade de sobrevivência, mesmo que exista um auto-sacrificio, mas meio que isso ofusca o ato de heroismo. Continuar lendo

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[Resgate RSC] Vale a pena ouvir seus jogadores?

Sou defensor voraz de que boas sessões acontecem com mais frequência quando o grupo trabalha como uma equipe para dar um bom andamento aos seus jogos. Mas as vezes acho que em certas questões os jogadores destorcem as coisas para terem vantagens quando exprimem suas opiniões. Quero adiantar que sei o quanto as pessoas que jogam comigo são lúcidas e inteligentes.

As vezes surge a questão de decidir o tipo da aventura: É melhor chegar com uma história surpresa ou decidir em conjunto como ela vai ser? Acredito que a resposta dessa pergunra vá variar muito de pessoa para pessoa. Para mim vejo na discussão em equipe uma melhor alternativa, pois assim a chance de alguém se desinteressar ou não gostar é bem menor. Mas e quanto a uma história de horror? Seria melhor que ninguém soubesse que está preste a levar um susto ou passar por situações de medo. Por que quando se está preparado, a possibilidade de sentir medo será bem menor. Porém, mesmo em uma campanha de horror deve-se ouvir a opnião de seus jogadores. Não que você deva perguntar quais criaturas enfrentar ou coisa do tipo, mas para perguntar o lugar onde a aventura se passará, que tipos de personagem usar, isso tudo sem dizer que será uma campanha de horror.

Eu acredito que poucas vezes fiz aventuras sem perguntar a opinião de meus jogadores e quase sempre fomos bem sucedidos em nossas campanhas. Nas poucas vezes em que aconteceu da aventura não ser o que esperavamos, a minha responsabilidade estava um pouquinho repartida com meus jogadores.

Nessa de ouvir a opinião de meus jogadores acabei cometendo um pequeno erro na aventura que estou mestrando atualmente. É exatamente uma campanha de horror e desde o inicio as pessoas que jogam comigo sabem que é uma campanha de horror. Isso tornar a tarefa de ser assustador um pouco mais dificil. Mas eis que as minhas sessões dificilmente são assustadoras, na maioria das vezes elas são engraçadas, mesmo sendo uma campanha de horror.

Em resumo é isso: eu acredito que as aventuras tenham mais chances de sucesso quando o narrador ouve a opnião de seus jogadores.

Até o próximo artigo!