[Personagem] Francisco – Vampiro Ventrue

BACKGROUND DE FERNANDO RODRIGUES DA FONSECA

Eu nasci em 1906, no Brasil, na república do café-com-leite. Sou natural  da  cidade  de  São  Paulo  e  passei  toda  minha  infância cercado  pelos  luxos  proporcionados  pelo  café. Meu  pai, Afonso Rodrigues da Fonseca, foi um dos Coronéis do Café, dono de uma fazenda invejável, mas mesmo assim não estava entre os maiores. Apesar disso tinha bastante poder e influência.

Em  1924 meu pai  adoeceu  e morreu. Minha mão  não  agüentou o choque  e  enlouqueceu,  falecendo  um  ano  depois.  Com  apenas  18 anos eu tive que assumir a fazenda. Por ser filho único e não ter outros parentes por perto, fiquei sozinho em um mundo ainda não dominado  por mim.  Pensei  em  vender  tudo,  desistir  e  sumir  no mundo. Mas  não  consegui  abandonar  as  terras  de meu  pai.  Com imensa dificuldade passei a administrar a fazenda.

Cinco anos depois da morte de meu pai eu já havia tomado conta de  toda  situação.  Nessa  mesma  época  conheci  Fernando,  um jovem de minha idade e também independente como eu. Porem eu só o via a noite, mas isso não me incomodava, por que eu passava todo o período do dia administrando a fazenda.

Em  um dia  chuvoso de maio Fernando me  convida para  ir  a  uma festa na sua casa. Por ser um dos poucos amigos que consegui em meio as minhas obrigações com a fazenda, aceitei de bom grado e no início da noite já estava em sua casa, mesmo antes de qualquer outro convidado chegar, pois ele havia mandado me buscar.

A  festa  transcorreu  tranquilamente  e  eu me  divertir  bastante. Já muito tarde, depois de ter bebido bastante, fui até Fernando me  despedir.  Porém,  em  vez  dele  simplesmente  mandar  me deixarem ele fez questão de me acompanhar.

Fomos conversando todo o trajeto até minha casa, sobre os mais variados assuntos. Quando chegamos à frente de minha casa, eu ia  saindo  da  charrete,  quando  Fernando me  puxou  pelo  braço  e mordeu meu pescoço. Foi um êxtase torturante sentir que todo o sangue de meu corpo estava sendo sugado, mesmo estando ciente de tudo não consegui resistir. Depois de tirar todo meu sangue e me deixar à beira da morte Fernando derrama um pouco de seu
sangue,  tirado  de  seu  pulso,  em  minha  boca.  Logo  em  seguida senti  uma  grande  dor  e  angustia  e  depois  de  um  período  de sofrimento eu morri, em 21 de maio de 1929. Senti uma grande tristeza por perceber que minha vida acabaria de uma forma tão banal.

Porém para minha surpresa eu acordei em meu quarto, com uma rápida sensação de prazer e alívio que nunca havia sentido antes e  nunca  mais  voltei  a  sentir.  Senti-me  mais  belo.  Passei  a  ver detalhes que  jamais havia visto, escutei sons que nem em minha imaginação  pensei  existir  e  senti  estímulos  táteis  nunca  antes apreciados.

Quando  voltei  a mim  vi uma bela mulher  ao meu  lado e  sentado próximo  a  minha  cama  estava  Fernando.  Depois  de  minha surpresa  fui  tomado por uma  fome avassaladora, mas antes que eu perdesse a razão Fernando me guiou até o pescoço da mulher inconsciente  ao meu  lado  e  eu  senti  pela  primeira  vez  o  quanto meu paladar havia se intensificado, porém descobriria mais tarde que meu paladar havia se apurado única e exclusivamente para a VITAE.

Nas  noites  seguintes  passei  aprendendo  sobre  a  sociedade  dos morto-vivos através da tutela de meu senhor Fernando e minhas próprias  experiências.  Aprendi  o  que  significa  ser  um  vampiro, sobre a besta, o frenesi, o abraço e mais detalhes sobre a fome.

Minhas primeiras noites foram épocas de descobertas e tristes revelações. Do que eu tinha ganhado como vampiro e o que tinha perdido por não ser mais mortal.

Aprendi  também  sobre  a  caçada  por  alimento,  sobre  como escolher um bom refúgio e mais sobre a sociedade vampírica em geral. Aprendi em toda a sua essência a ser um Ventrue.

Os anos se passaram e eu consegui certa independência, mas não era  totalmente  livre.  Na  década  de  80  perdi  o  contato  com Fernando, quando ele partiu para Europa.

Em 99 anos tudo em minha vida mudou. Assim como todo o meu mundo.  Eu  passei  de  um  simples  fazendeiro  a  um  homem  de negócios.  Troquei  meus  belos  cavalos  por  carros  movidos  à gasolina. Deixei a casa no campo e me mudei para cobertura de um prédio  luxuoso próximo ao centro de São Francisco. A única coisa  que  não  mudou  foi  a  o  meu  gosto  por  riquezas,  poder  e status.

No ano de 2000 deixei o Brasil e a grande São Paulo e me mudei para São Francisco nos Estados Unidos. Como homem de negócios que sou me mudei em busca de novas oportunidades.

Hoje sou dono de um hotel e uma boate em São Francisco. Tenho certo  respeito  da  Sociedade  Vampírica  e  conheço  o  príncipe  o suficiente para não me meter em seus assuntos, pelo menos por enquanto.  Possuo  um  bom  relacionamento  com  o  primógeno  do meu clã e não tenho intenção de confrontá-lo agora.

Faz  uma  semana  que  não  saio  de meu  refúgio  e  sinto  às  vezes como  se  estivesse  faltando  algo  de  muito  valor  em minha  não-vida. Tirei esse  tempo  só pra mim, para pensar no meu próximo passo.  Sinto  que  algo  grandioso  esta  para  começar  e  eu  quero esta preparado.

Francisco Rodrigues da Fonseca

OUTROS DETALHES
Meus  recursos  provem  do  hotel  Sol  Nascente,  o  qual  é administrado por meu aliado e sócio Takaro Himura, um  japonês que conheci logo que cheguei em São Francisco.

Possuo  um  refúgio  na  cobertura  do  meu  hotel,  situado  o  mais próximo possível do centro da cidade. A mais  luxuosa cobertura que  meus  recursos  quatro  possam  comprar.  Porém  esse  é  um refúgio  de  fachada,  mais  para  realização  de  festas  e  eventos. Quem  realmente  mora  e  toma  conta  do  lugar  é  meu  lacaio Alexandre Martins,  que  veio  comigo  do  Brasil,  juntamente  com um dos membros de meu rebanho Alice Morais.

O meu  verdadeiro  refúgio  é  no  subterrâneo  de minha  boate. A qual é administrada (testa de ferro) por Francis Miker, outro de meus lacaios, que conta com a ajuda de Mery Lucy, outra de meu rebanho. O meu refúgio é bem luxuoso e têm um sistema a prova de som, câmera de segurança, alarme e outros meio possíveis de me  prevenir. Alem  disso  conta  com  uma  sala  especial,  que mais parece um quarto de hospital, onde mantenho uma bela jovem em coma  induzido,  o  terceiro membro  de meu  rebanho. Nunca  quis saber o nome dela e até continuo sem saber. Quem administra os remédios  é  meu  lacaio  Francis  que  recentemente  terminou  a faculdade de enfermagem.

Tenho  uma  forte  influencia  sobre  Mauro  Vasques,  um  policial municipal  de  São  Francisco.  Ele  é  um  mexicano  que  ajudei  a atravessar a fronteira há alguns anos.

Conto  ainda  com  informações  de  Keyte  Kurts  funcionária  da Secretaria de Saúde de São Francisco.

DETALHES FÍSICOS
Tenho  1,80m  de  altura,  peso  80kg.  Olhos  castanhos.  Cabelos Loiros e sempre bem cortados. Pele branca. Uso  óculos  transparentes.  Visto-me  bem  de  acordo  com  a ocasião,  mas  tento  está  sempre  de  terno  e  gravata.  Uso  dois anéis  na mão  esquerda. Tenho  um  relógio  de  bolso,  o mais  caro que meu  recursos pode  comprar. Carrego uma bengala e uso um crucifixo.

PERSONALIDADE
Falo  o mínimo  necessário.  Tento  ser  o mais  direto  possível  em minhas  conversas.  Tento  sempre  demonstrar  o  mesmo  estado emocional, tranqüilo, independente de a situação ser boa ou ruim pra mim. Sou o mais discreto possível. Não gosto de me misturar com pessoas de classe baixa, mas não tenho problema se isso me trouxer  vantagens.  Não  me  importo  em  demonstrar  que  tenho  dinheiro, mas  isso  em minhas  ações  e  nunca  em  palavras  e  nem tento desmerecer ninguém. Simplesmente não escondo o que sou: um Ventrue de Sangue Azul.

* * *

Link para fazer o Download da Ficha, no blog do Mestre Meyer – PcPronto: http://pcpronto.blogspot.com/2009/02/storyteller-vampiro-ventrue.html

Link para fazer o Download do Background: http://www.4shared.com/file/83727321/e923471/Background_-_Francisco.html?dirPwdVerified=abe177db

Buffy, A Caça-Vampiros

Aproveitando o momento e a reapresentação do seriado pela RedeTv, volto mais uma vez para relembrar bons materiais do passado. Desta vez o texto é da extinta revista Dragão Brasil, número 51, página 26, que fala de Buffy. Escrito por Flávio Andrade, e com adaptações do próprio Flávio, Marcio “Wicket”, Danniel Moa e Paladino, para os sistemas Gurps, Storyteller, 3D&T e Era do Caos. Mas neste post não colocarei as adaptações, deixando por conta de cada mestre interessado. Além disso, as adaptações são bem simples, nada que faça muita diferença, apenas dá uma idéia para começar. Porém se alguém fizer questão é só avisar.

A matéria da DB conta com fichas de alguns personagens da série, mas estes vão ficar para uma próxima oportunidade.

 

BUFFY, A CAÇA-VAMPIRO

“Buffy, a Caça-Vampiros é uma série de TV que conta a história de Buffy Summers, uma adolescente de 16 anos que acaba de chegar à cidade californiana de Sunnydale. Ela quer fu­gir de seu passado, de seus problemas como caça-vampiros e do divórcio dos pais. Tenta le­var uma vida normal com seus novos colegas de escola – mas eis que surge Rupert Giles, aparentemente apenas um bibliotecário, mas na verdade membro de uma sociedade secreta que orienta as caça-vampiros.

A série de TV é a continuação de um filme de mesmo nome, no qual uma adolescente en­frenta vampiros e outras criaturas – mas protagonizado por outra atriz, e com uma abor­dagem mais cômica. A série tenta ser mais sé­ria que o filme (mas nem sempre!), criando ten­são entre as atividades demoníacas enfrenta­das pela turma de Buffy e as dificuldades nor­mais de um grupo de adolescentes. A mistura fez a série decolar: o tema “adolescentes en­frentam demônios” tinha tudo para ser um fias­co, apenas mais um seriado trash, mas conse­guiu impor respeito ao criar alguns episódios intensos e emocionantes.

A jovem Buffy não combate apenas vampi­ros, mas também tudo que é sobrenatural e maligno. E também não está sozinha: conta com a ajuda de Giles, seu guardião, e seus amigos: Xander, um carinho meio bobo, mas determina­do em ajudar, e com uma queda por todas as garotas do grupo; Willow, uma tímida feiticei­ra; Cordelia, uma ex-patricinha que ajuda de forma Relutante; e Oz, músico e lobisomem.

Desde o início Buffy recebeu a ajuda de Angel, um vampiro, que mais tarde veio a ser seu grande amor. Porém, uma maldição os mantém separados. Apenas recentemente a pró­pria mãe de Buffy ficou conhecendo seu segre­do, e agora tenta conviver com o fato.

As Caça-Vampiros

Sim, parece que só há mulheres nesta função! As caça-vampiros parecem ser soldados de um grupo que combate os demônios do mundo. Para cada caça-vampiro (e não parece haver muitas) é designado um Guardião, uma pessoa destinada a treiná-la, ensiná-la sobre o mundo místico e coordenar suas ações. A sede dos Guardiões fica na Europa.

Importante: ninguém escolhe ser caça-vam­piro. É um dom, um destino traçado desde o nascimento. As caçadoras possuem força, resis­tência e agilidade sobrenaturais – mas é mais correto dizer que elas têm estes atributos acima do normal para seu porte físico. Buffy deveria ser igual a qualquer adolescente, mas é tão forte quanto um lutador profissional, tão ágil quanto um mestre de artes marciais e mais du­rona que Mike Tyson!

O principal código de uma caça-vampiros é jamais matar um humano normal. E o equipa­mento básico de uma caça-vampiros são os tra­dicionais estacas, frascos de água benta, cruci­fixos e alho (nesta ordem).

Entre outras caça-vampiros conhecidos te­mos Kendra, que apareceu em Sunnydale quando Buffy ficou morta por alguns instantes. Muito mais séria e dedicada, foi morta pela vampira Drusilla; e Faith, uma caçadora ingle­sa que fugiu para Sunnydale quando sua Guardiã foi morta. Com instintos violentos, fi­cou perturbada ao matar um humano; acabou se tornando aliada do prefeito e se voltando contra seus antigos amigos.

Os Vampiros

Os vampiros de Buffy talvez sejam a versão menos poderosa deste mito – eles praticamente caem feito moscas! Com raríssimas exceções, possuem atributos físicos excepcionais para um ser humano, mas não sobrenaturais. São imor­tais, mas sem poderes místicos inatos (apenas feitiçaria, em alguns casos). Dependem unica­mente de sangue para viver, qualquer tipo de sangue. E quando se alimentam, dificilmente deixam a vítima livre.

A “vampirização” segue mais ou menos o processo tradicional: é necessário que o vam­piro beba o sangue da vítima e depois a ali­mente com seu próprio sangue. Contudo, quan­do esta se torna um vampiro, sua alma é domi­nada por uma essência demoníaca. Ou seja, TODOS os vampiros são maus. Aquilo que a pessoa era antes influi muito pouca ou nada no seu comportamento futuro. Na verdade, os vam­piros são vistos mais como um tipo de demônio.

No momento do ataque, ou durante des­controle emocional, a face de um vampiro (até então normal, só um pouco mais pálida) se tor­na monstruosa. Os vampiros de Buffy não têm reflexo no espelho. Todos têm presas e poucos apresentam garras, apenas alguns mais antigos e poderosos. Às vezes surge algum vampiro com características físicas bem particulares, como chifres, pés de bode e coisas assim.

Se as vantagens dos vampiros são poucas, as fraquezas são muitas:

  • Um vampiro simplesmente não pode entrar em uma casa sem ser convidado.
  • Água benta provoca queimaduras dolorosas. Bebê-la é morte certa.
  • A cruz mantém os vampiros afastados e quei­ma ao toque.
  • O alho consegue mantê-los afastados e tam­bém pode causar queimaduras.
  • O fogo realmente queima um vampiro, mas para matá-lo é preciso queimá-lo totalmente e espalhar bem as cinzas, pois um vampiro mais poderoso poderá ser reconstituído.
  • O vampiro pode agir normalmente durante o dia ou mesmo ver a luz do sol (eles até circulam em carros com vidros enegrecidos). Mas se for tocado diretamente pelo sol, começa a quei­mar feito papel.
  • Estacas são as maiores e melhores armas con­tra vampiros. Uma vez enfiadas no coração, transformam o vampiro em pó instantaneamen­te, sem deixar vestígios! As estacas devem ser feitas de madeira. Flechas e setas de madeira são igualmente eficazes, e por isso uma boa besta também faz parte do arsenal de uma ca­çadora. Raios, Buffy já chegou a empalar vam­piros com cabos de vassoura, pés de cadeira e até com um lápis n02! Às vezes surge um vam­piro mais poderoso, imune às estacas comuns, sendo necessária uma estaca maior – e mais for’­ça no golpe – golpe que, aliás, nem precisa ser tão certeiro assim.
  • Quanto a espadas, o aço só mata quando usado para decapitar o vampiro.

Os vampiros mais populares da série são Angel, quase namorado de Buffy; Spike, inimigo de Angel e apaixonado por Drusilla; e Drusilla, cria de Angel que enlouqueceu e possui pode­res de sugestão mental.

* * *

Feiticeiros

Em Buffy, a feitiçaria está ficando mais impor­tante que os próprios vampiros! Willow, amiga de Buffy e craque em informática, agora é apren­diz de feiticeira. O prefeito fez um pacto com o demônio, domina quase tudo que há de sobre­natural na cidade e vive fazendo rituais, sendo agora o grande vilão da série.

Novos rituais e itens mágicos podem apare­cer a qualquer momento. Temos uma máscara tribal capaz de criar mortos-vivos, uma luva que canaliza relâmpagos, poção de amor, rituais capazes de criar ou desfazer maldições, mudar a personalidade, transformar sonhos em reali­dade, realizar desejos … Alguns rituais exigem apenas cânticos ou frases arcanas, outros po­ções com asas de morcego, desenhos ou obje­tos místicos. Ou tudo junto! E às vezes pode dar errado; quando isso acontece, dificilmente é um simples “não funcionou”.

Não chega a ser necessário ter um dom es­pecial para realizar rituais, apenas conhecimen­to místico. A própria biblioteca da escola tem muitos livros de ocultismo, onde Giles obtém informações que ajudam Buffy a derrotar os de­mônios que enfrenta.

Às vezes também é possível obter um efeito mágico através da ciência – como no caso em que um estudante criou uma poção estilo “o médico e o monstro”, e outro que criou um novo Frankenstein.

* * *

Lobisomens

Oz, namorado de Willow, recebeu a maldição, ao ser mordido por seu primo, um lobisomem também – os únicos conhecidos. Trata-se de uma versão mais clássica do mito.

Oz se transforma em lobisomem em noites de lua cheia. Perde totalmente a razão e não se lembra das coisas que fez. Ao se transformar, fico um pouco maior que um lobo comum e anda sobre quatro patos, embora mais pareça um macaco de rabo comprido …

* * *

Outros

Imensa variedade! Existem mais tipos de seres sobrenaturais em Buffy do que em todos os livros e suplementos do Mundo das Trevas! Monstros com cara de polvo, cara de bode, cara de porco … meio-homem, meio-cobra. Uma ser­pente gigante que habita os esgotos. Um ho­mem formado pela união de milhares de ver­mes. Uma múmia inca que rejuvenesce ao su­gar a essência vital das pessoas. Hienas que trocam de corpos com humanos. Uma mulher que fica invisível. Mortos-vivos de todos os ti­pos. Fantasmas com incríveis poderes de mani­pular a realidade, criar ilusões e possuir cor­pos, mesmo vampiros. Até robôs!

* * *

Existem também várias Ordens místicas. A mais interessante é a Ordem de Turaka, com­posto pelos mais estranhos e perigosos tipos de “caçadores de recompensa”. Quando a Ordem é contratado, envia um assassino de cada vez até que o alvo seja destruído.

Mais de uma vez ouvimos falar de uma di­mensão demoníaca, onde os humanos vivem como escravos e sofrem as piores torturas. Nes­ta dimensão o tempo possa de forma diferente: poucos dias em nosso mundo significam toda uma vida no “inferno”.

À primeira vista pode parecer que o mundo de Buffy está superlotado de seres sobrenatu­rais, mas na verdade isso só acontece com Sunnydale. A cidade é conhecida pelos místi­cos como “Boca do Inferno”, um tipo de portal que ligo esta realidade para uma dimensão in­fernal, e por isso funciona como um poderoso foco de energia mística – atraindo, assim, mais criaturas e fenômenos estranhos que qualquer outro lugar do mundo.”

 

As palavras do Guardião Giles dizem tudo: “Este mundo é mais velho que qualquer outro que conheça. E, ao contrário da crença popular, não começou com um paraíso. Durante eras não registradas, os demônios caminharam sobre a terra, fazendo dela sua casa, seu inferno.”

Este é todo texto da matéria, com exceção das fichas e das adaptações, como foi avisado no inicio do post. Para Gurps é possível utilizar com facilidade, assim como dito na adaptação. O que pode ajudar muito é o suplemento Gurps Horror, sem precisar dizer por que. As regras de Lobisomem e de Vampiro encontradas no Gurps Fantasy, também seriam de muita ajuda.

Por enquanto é isso. Em breve teremos mais momentos lembrança.

Vampiro: O Réquiem – Clãs e Linhagens

O autor do projeto de adaptação os clãs do antigo mundo das trevas para o Réquiem decidiu transformá-los em linhagens, já que a adição de mais clãs ao cenário foge um pouco da idéia central. Assim trazemos a vocês o que é um clã e o que é uma linhagem, para não termos dúvidas do que está sendo feito.

CLÃS

O clã é um grupo de vampiros com certas características em comum; uma estirpe vampírica. A família reconhece cinco clãs: Devas; Gangrel; Mekhet; Nosferatu; e Ventrue, e todos os membros pertencem a um ou outro. A teoria mais aceita com relação aos clãs é que eles são como “famílias” de vampiros, embora uma das falhas da teoria das “famílias” é que não se conhece ao certo nenhum dos progenitores dos clãs e especula-se sem muita certeza sobre alguns deles. No contexto atual, sabe-se apenas de dois vampiros que não pertenceram a nenhum clã, e eles nunca demonstraram capacidade de abraçar. Esses vampiros, Drácula e Longino, são responsáveis pela criação de certas coalizões, e não clãs.

LINHAGENS

As linhagens são como clãs, mas suas características não são universais. Pode-se pensar numa linhagem como um “Subclã”. Nem todos os vampiros pertencem a linhagens. Cada uma delas descende de um clã do qual diverge distintamente, apesar das semelhanças.

Ao falarem de linhagens, os membros da família se refere a uma estirpe. A natureza ou inclinação difere genuinamente de seu clã de origem.

Os cinco clãs e suas disciplinas retratam os vampiros mais ou menos como eles aparecem na ficção e na cultura popular. As linhagens podem personificar imagens mais limitadas ou exóticas do vampiro.

CONCLUSÃO

Assim, apesar dos apelos de nossa idéia inicial para adaptar os clãs, ao invés de transformá-los em linhagens, prevaleceu o objetivo de deixar o cenário como ele é incialmente apresentado e ao mesmo tempo dá opção aos jogadores do nWoD [Réquiem] que tem seus clãs favoritos e querem jogar no novo cenário. Sendo assim, vamos aos trabalhos.

Vampiro O Réquiem e Lobisomem os Destituídos – Erratas

MC Zanini apresenta para os leitores do blog da devir as erratas dos livros Vampiro – O Réquiem e Lobisomem – Os Destituídos.

Sendo assim não tenho muito o que dizer, apenas apresentar o link para o página com as erratas e encerrar o assunto. Ah , e dizer que estou atrasado com a noticia, que foi postada no dia 18 de fevereiro deste ano (e teria como naum ser? Dããã…)

http://blog.devir.com.br/erratas-vor-e-lod

PS: Acredito que esse seja o artigo mais curto que já escrevi…

Vampiros do Antigo Mundo das Trevas para O Réquiem

A partir dessa segunda será iniciada uma série de Artigos adaptando os antigos clãs de Vampiro: A Máscara para Vampiro: O Réquiem. Os novos clãs também serão apresentados, para uma melhor adequação de todos os clãs. Assim como para poder haver um comparativo. Quem vos escreve os artigos é Oscar Velsharoon, o mestre de WoD mais experiênte de Acaraú.

Vamos ter uma pequena apresentação do que está por vir. Serão mostradas agora as diciplinas de cada clã e os atributos preferenciais.

  • Meket:
    Dísciplinas: Auspício, Celeridade e Ofuscação – Atributos: Inteligência ou Raciocinio;
  • Deva:
    Dísciplinas: Majestade, Celeridade e Ímpeto – Atributos: Presceça ou Destreza;
  • Gangrel:
    Dísciplinas: Metamorfose, Animalismo e Resiliencia – Atributos: Autocontrole ou Vigor;
  • Nosferatu:
    Dísciplinas: Pesadelo, Ímpeto e Ofuscação – Atributos: Autocontrole ou Força;
  • Ventrue:
    Dísciplinas: Dominação, Animalisma e Resiliencia – Atributos: Presença ou Perseverança;
  • Tremere:
    Dísciplinas: Taumaturgia, Ofuscação e Animalismo – Atributos: Autocontrole ou Perseverança;
  • Lasombra:
    Dísciplinas: Tenebrosidade, Ímpeto e Ofuscação – Atributos: Manipulação ou Inteligência;
  • Tizimisce:
    Dísciplinas: Vicissitude, Animalismo e Resiliencia – Atributos: Força ou Presença;
  • Assamita:
    Dísciplinas: Quietus, Celebridade e Ofuscação – Atributos: Destreza ou Raciocinio;
  • Seguires de Set:
    Dísciplinas: Serpentes, Ofuscação e Animalismo – Atributos: Presença ou Autocontrole;
  • Giovanni:
    Dísciplinas: Necromancia, Ímpeto e Celeridade – Atributos: Racicionio ou Manipulação;
  • Ravnos:
    Dísciplinas: Quimerismo, Animalismo e Resiliencia – Atributos: Inteligencia ou Destreza;
  • Malkavianos:
    Dísciplinas: Demencia, Celeridade e Resiliencia – Atributos: Presença ou Vigor;
  • Brujah:
    Dísciplinas: Ira, ìmpeto e Celeridade – Atributos: Vigor ou Força.

Serão feitas adaptações das disciplinas antigas também. Tentaremos apresentar um clã a cada semana, nas segundas feiras.

Todos os novos clãs também terão suas historias adaptadas para o novo mundo das Trevas. É esperar e conferir.

Se Fossemos Vampiros?

Como os vampiros são fascinantes. Devem existir pessoas que gostariam de que o mito fosse verdadeiro, para existir uma pequena possibilidade de se tornarem um deles. Mas será que vale a pena deixar de ser como somos, por um pouco de poder e vida eterna? Esse poder, pode ser considerado poder? É muito, pouco ou uma troca equivalente?

Qual o vedadeiro preço?

  • Não poder ver mais a luz do sol;
  • Não sentir mais o gosto dos alimentos;
  • Perder o tato e não sentir cheiros;
  • Não sentir plenamente o prazer do sexo;
  • Ir aos poucos esquecendo as sensações humanas e os sentimentos;
  • Perder tudo que um dia fomos e vivemos;
  • Ter que abandonar os parentes e amigos;
  • Nunca mais sentir amor.

Não creio que seja válido perder tudo isso (claro que varia de mito para mito, esse preço), por alguns poucos poderes, que não podem ser utilizados abertamente e por uma longevidade que nem sempre traz algo de bom. Além disso tudo, ainda existe as pertubações mentais, o sofrimento e a luta interior, por ter que matar outros, para poder continuar existindo. Vira-se um monstro.

Assim penso quantos podem se iludir, querendo se tornar monstros. Posso está sendo contra a maioria (ou talvez não), sei que já existiu época (quando eu jogava/mestrava vampiro: a mascara) em que imaginei como seria ser um vampiro de verdade. Hoje penso, será que valeria a pena?

Você, gostaria de ser um vampiro?

Voce vampiro, conseguiria me convecer do contrário? Tente!

True Blood: Meu doce vampiro…

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True Blood (Sangue Verdadeiro), a nova série da HBO, estreia dia 18, repleta de referências cult destinadas a “pessoas inteligentes”, para usar os termos de seu criador, Allan Ball, de A Sete Palmos (Six Under Feet), vencedor do Emmy. A trama gira em torno da personagem Sookie Stackhouse, vivida por Anna Paquin, a menininha do drama O Piano que cresceu e se transformou na personagem Vampira (Rogue), de X-Men. Pelo primeiro encontro com o vampiro Bill Compton (Stephen Moyer), tudo indica que desta vez ela vai transar de verdade, sem restrições.

A lista de filmes mais recentes sobre o tema daria para preencher várias revistas. Entrevista com o Vampiro, O Pequeno Vampiro, Blade – O Caçador de Vampiros, Drácula de Bram Stoker, Blade II: O Caçador de Vampiros, etc. Sem falar nos livros. Eclipse, o terceiro livro da escritora mórmon Stephenie Meyer, foi o livro que desbancou Harry Potter nas listas dos mais vendidos dos EUA e revelou de vez a série Crepúsculo como fenômeno literário. A história de amor entre Bella Swan e Edward Cullen, que se baseia em abstinência sexual – o rapaz tem de evitar seus desejos pela mocinha, pois pode matá-la – vem conquistando os adolescentes do mundo inteiro, através do livro e do filme. Combina moralismo e uma certa humanização do fantástico, do desconhecido, que no imaginário representa o território da sensualidade. Ou seja, explora a tensão sexual, a libido, mas através da repressão. True Blood também foi inspirada por uma série literária da escritora Charleine Harris, Southern Vampire, da qual foi lançado no Brasil apenas Morto até o Anoitecer. Aparentemente, a história de Sookie nada tem a ver com os adolescentes apaixonados de Crepúsculo. No entanto, um olhar mais atento vai nos revelar que não é bem assim.

A garçonete Sookie é desprezada em sua pequena cidade, Bon Temps, Louisianna, como uma pessoa completamente deslocada. Não se ajusta aos padrões provincianos locais, tem uma característica que faz dela uma anomalia – é capaz de ler pensamentos alheios -, mas tampouco transgride certas regras de conduta moral, a exemplo das namoradas de seu irmão garanhão Jason (Stackhouse) – ela sonha com um amor romântico. Ela se preserva virgem até a chegada do vampiro Bill, de 173 anos, ao bar onde ela trabalha. Bill tem um passado misterioso e retorna a Bom Temps, sua cidade natal, disposto a recomeçar a vida como um cidadão comum. Se em Crepúsculo, Cullen é um vampiro consciente que só suga pequenos animais, enquanto seu mentor e pai só sacrifica vítimas que estão à beira da morte, em True Blood, Bill e os demais vampiros se alimentam de sangue sintético, criado por um cientista japonês, e reivindicam, em programas de televisão, o direito à cidadania. Naturalmente, para apimentar a trama, há vampiros que não querem mudar de vida.

Em Bon Temps, entretanto, nem todos aceitam a idéia de conviver com eles, mas Sookie não hesita em defender o vampiro Bill da maledicência e das trapaças alheias. Ela se identifica totalmente com ele. Bill igualmente reconhece nela uma amiga e a deseja, mas inicialmente se reprime em sugar a moça, temeroso de lhe “fazer mal”. Ball tem uma pegada mais pesada do que a roteirista de Crepúsculo, e cria um cenário mais aterrador. Mas sem dúvida, a fórmula de Harry Potter agora invadiu os domínios de Drácula. Os vampiros foram humanizados, estão integrados a sociedade, não matam mais ninguém. Ao contrário. São apenas pessoas de atitudes alternativas, talvez mais elevadas moralmente do que as pessoas supostamente integradas.


Bill Compton (Stephen Moyer) e Sookie Stackhouse (Anna Paquin)

Mas o poder de matar está lá, é da natureza deles. Anne Rice, em seus escritos sobre o vampiro Lestat, jamais foi tão condescendente. Nem mesmo o cinema alemão, de Fritz Lang, em M – O Vampiro de Dusseldorf, a Werner Herzog em Nosferatu.

True Blood é também o nome de uma nova bebida lançada por ocasião da série que, pelo visto, faz parte do branding do novo produto. Consumismos à parte, True Blood leva a melhor contra Crepúsculo em termos de criatividade, ao menos pra quem passou da adolescência. Não somente pelas cenas de sexo, mas também pelo ar kitsch, que lembra David Linch, instaurado em plena cidadezinha típica de interior dos EUA, com caipiras preconceituosos, garçonetes, policiais corruptos e bonzinhos. Inscrito dentro de uma tendência que Fredric Jameson já nomeou como nostalgia pelo presente, True Blood nos remete ao fim da inocência dos golden years representados pela década de 50, o auge do capitalismo americano, agora apenas uma referência decorativa, em meio à parafernália pós-moderna dos 90, talvez como uma forma de tentar compreender o presente.

Os vampiros parecem estar em primeiro plano na cena contemporânea, a julgar pelos filmes e as listas de livros mais vendidos. Um dado interessante, se levarmos em conta que o vampiro, por não possuir a sexualidade restrita à genitália, simboliza a perversão, em todos os sentidos, o gozo de matar. A prática da antropofagia e da hematofilia com fins rituais foi difundida por várias civilizações antigas, como os maias. Beber o sangue do inimigo derrotado em combate significa, tal qual no canibalismo, adquirir suas principais características. Os anos 80 e 90 trouxeram às telas novas versões deste antigo mito. Quase todas assombradas pelo fantasma da Aids, da repressão. De qualquer forma, vale a pena acompanhar os 12 episódios da série.

Trailer de True Blood [HBO – Inglês]


Fonte: Revista O Grito [http://revistaogrito.com/]